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sexta-feira, 17 de março de 2017

**JORNADA DA VIDA-POETISA DO SER** - PINTURA: Graça Fontis/PROSA POÉTICA: Manoel Ferreira Neto


Pecto pros de utopias iluminando a terra, a floresta re-cobre o chão, o gênio numina o caminho que corre no sangue a passar... folhas de outono sentindo o amor que começa a vibrar. Sensibilidade, amor profundo. A lógica do mundo jamais será entendida, com-preendida; será discutida e vivenciada, mas sempre será enterrada nas mãos de vagalumes.
Amor... Verbo im-perfeito de pretérito-pers de pectivas de in-fin-itivos pre-liminares... amanheceu nublado hoje, gotículas de chuva. Tempo de alimentar de carícias e ternura a saudade tres-loucada do gerúndio na intimidade composta de êxtase e gozo, de particípio nos stícios-inter folheado de desejos e questionamentos, o clímax trans-elevado aos auspícios da verdade da vida.
Pecto intros de pectivas pers de sentimentos de solidão e compl-etude jacentes-ad aos desejos e volos circun-vagando uni-versos e versos-uni do in-finito, horizontes das "itudes" plenas que per-vagam os cônditos-re do nada per-formando imagens e paisagens que as nonadas do tempo lhe enviam, a-colhendo-as e re-colhendo-as nos stícios inter dos sonhos do além, cada suspiro na velação-re do tempo é senda outra que se a-nuncia distante, longínquo, cada esperança da verdade é outro silvestre do campo a ser con-templado, cada solidão é o dizer in-audito e silencioso do ser que se vai fazendo, re-fazendo-se, re-nascendo-se, re-compondo-se na caminhada sem fronteiras em direção à eternidade, e vai compondo com o espirito da vida, vida do espírito os verbos do ab-soluto, ser-poético, ser-poesia, ser-poiésis, ser-poiético, e em cada palavra que vai silenciando, em cada silêncio que vai palavreando ao longo de suas trilhas a indagação pela Verdade, pelo Vazio que re-colhe o múltiplo, pelo Nada que nas suas algibeiras traz a essência da esperança, o quê das travessias que mostram o novo espectro in-finitivo do In-finito. No silêncio in-audito das palavras, segue pela etern-idade, sonhando o vir-a-ser, o há-de ser, o que tem de ser, jornada de tantas dimensões, de tantas trans-cendências, de tantas con-ting-ências, esperando o encontro sublime da divin-itude do tempo.
Pecto circuns da alma velada pela luz tringente-ads ao pleno, ao absoluto, velada pela cintilância das estrelas, brilho da lua, suas sementes e húmus da Verdade para a qual fora vocacionada desde a imemorialidade do tempo, a missão insofismável, a missão irreversível, a missão in-audível.
A vida na sua plena jornada, sem fronteiras, sem cancelas, viagem pelas palavras, pelas metáforas, pelas sin-estesias, pelos signos, símbolos, no brilho dos olhos a imagem nítida e trans-parente do longínquo, do distante, a paisagem suave e serena do silvestre dos sentimentos e emoções outros, o espírito, e, como não poderia deixar de ser, o coração pulsando o amor, a solidariedade, a compaixão, a cáritas... Coração de sonhador, coração de estudante, coração de sábio, coração de profeta, coração que perscruta tanto as luzes da plen-itude do além.


(**RIO DE JANEIRO**, 17 DE MARÇO DE 2017)

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