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domingo, 26 de março de 2017

COMENTÁRIO DA AMIGA Sonia Gonçalves AO TEXTO /**DE COMO O PRIMEIRO ENCONTRO DE CENDÊNCIA DE TRANS E TINGÊNCIA DE "CON" DERA ORIGEM AO ADÁGIO "PASSAR A MÃO NO TOCO DE BREJAÚBA**


Belíssimo texto, cheio de expressões que outros sequer usam ou usariam, porém já foram muito usadas, talvez nesse tempo mencionado dos éritos de outrora ou quem sabe em algum pretérito onde o poeta se fez perfeito na linguagem requintada dos versos metafóricos e enigmáticos. O poeta faz uma viagem hoje pelo subconsciente do ontem, colhe fragmentos pelos ventos poéticos que lhes ofertados em sonhos por deuses ou ninfas ou quem sabe apenas pela grande fertilidade que possui sua mente na arte do escrever...Bjos Manu, parabéns pelo texto!


Sonia Son dos Poem Sonia Gonçalves


**DE COMO O PRIMEIRO ENCONTRO DE CENDÊNCIA DE "TRANS" E TINGÊNCIA DE "CON" DERA ORIGEM AO ADÁGIO "PASSAR A MÃO NO TOCO DE BREJAÚBA**
PINTURA: Graça Fontis
SÁTIRA: Manoel Ferreira Neto


Cendência de trans, enamorada de vazios abismos de confins, seduz a ting-ência de parnasianas imagens do campesino e do simples, um dos desejos dela, cendência de trans, é re-colher e acolhê-las dentro em sim, seivar-se, "con", vice-versa, versa-vice, étereas linguísticas simbólicas da felicidade e do prazer, aquela pitadinha de eternas semânticas do verbo e do ser, não sabendo a cedência de trans que este objeto de sedução das tingências de "con" será o seu ponto frágil, aproveitando a sexualidade, o seu ponto "G", lugar onde é só tocar e a mulher vai até as nuvens, revelar os seus sublimes sentimentos da verdade e do soluto-ab, vis-a-vis, nada, e neste ínterim de trocas, sedução, as cadentes estrelas deslizavam-se no celeste espaço à mercê do instante de mergulharem profundo no in-finito, o brilho transversal da lua iluminando tantas emoções e sentimentos trocados entre Cendência de trans e as Tingências de "con", se as câmaras fotográficas pudessem filmar este instante, seria um esplendor assistir ao preâmbulo da entrega e doação, mistico, mítico, qualquer preâmbulo cinematográfico de outrora e futural seria capaz de imitar, os grandes ídolos do cinema se sentiriam ao léu dentro do bolso de malandro dos autênticos desde as vestes ao caráter e personalidade, até existindo uma lenda sobre o encontro da tingência de con e cendência de trans, ambos se rejeitaram plenamente, no primeiro encontro, se se unissem seriam ao contrário, cendência passar a ser a tingência, vice-versa, e não mais se viram, continuam não se vendo, viveriam um amor inesquecível, preferiram não considerar a sedução, agora seria bem diferente, só a etern-idade revelaria se aconteceu o contrário, apaixonaram-se, unindo-se, rejeitaram-se e não mais se veriam, e neste interim da lenda, o nada flanava entre as estrelas - dizendo as más línguas que ele fora passar a mão no toco de Brejáuba do além, sendo seguido pelas angústias, tristezas, melancolias, nostalgias, saudades tocando seus respectivos instrumentos, as angústias tocando violino, as tristezas tocando flauta, as melancolias tocando cítara, as nostalgias tocando guitarra, e como não poderia deixar de ser as saudades tocando a harpa, sinfonia do nada, flanando, flanando entre as estrelas, o seu bailar é que é estranho, parece mais os bobos da corte na ópera do vazio, performance de malandro de prostíbulo, talvez satirizando os idílios e sorrelfas das saudades, cedência de trans e tingências de "con" de mãos entrelaçadas deambulando no uni-verso, curtindo o encontro, ali nascia o encontro, encontro que continua sendo de entregas e doações, seivando-se mutuamente, alguns problemas de gênios, enquanto tingência de "con" é ativo, perspicaz e destro, independente, cendência de trans é dispersa, preguiçosa, fica só assistindo às operas e sinfonias do vazio, óperas do nada - isto mesmo!... não me interrompa -, não se liga com as tingências de "con", acha-as volúveis, parece às tingências de "con" que esta rejeição, por ser ela dispersa, parece haver algum medo que re-velar não poderia, este mistério seria eterno entre os dois, o que gera algumas briguinhas, discussões sem quaisquer sentidos, insatisfações inúteis, sabendo ambos que o medo do medo é que faz o medo, o que lhes faz rirem a bel prazer e solstícios, a morte fazer parte da vida, isto é ridículo, mas o que fazer se é a verdade incólume e insofismável, mas logo, logo estão de bem, e seguem juntos cendência de "trans" e tingência de "con" a jornada, o que era apenas sedução tornou-se uma relação de entrega e doação mútuas, velando-se e des-velando-se, e neste ínterim de vivências, sentados à beira da Lagoa das Aves Negras, lembrando-se do encontro, das seduções, procissão longa de pessoas com velas na mão, debulhando os terços, atrás da imagem de Fermansi, profeta da estética entre os "circuns" e as "pers", estética que começa no in-verso para atingir a verdade, para alguns heresia, começar do mal para chegar ao bem, isto deixa muitas lembranças e re-cordações ad-versas, sendo que se partir do bem para re-verter-se ou con-verter-se ao mal seria atestado de plena ignorância, gere muita gargalhada e risos de esguelha, a tristeza que as vozes recitando e declamando as orações revela é profunda, os artistas do In-finito são criativos, criam musicais esplendorosos, e perguntando o que seria se trans de cendência e tingência de "con" se sintetizassem, o que aconteceria, o nada e a sua sinfonia somem na distância...


(**RIO DE JANEIRO**, 22 DE MARÇO DE 2017)


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