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terça-feira, 21 de março de 2017

**IN-TEMPÉRIES DAS LENDAS DO ENCONTRO DE CENDÊNCIA DE "TRANS" E TINGÊNCIA DE "CON"** - PINTURA: Graça Fontis/SÁTIRA: Manoel Ferreira Neto


Como os primeiros motivos que fizeram o homem falar foram paixões des-enfreadas, des-continuas, des-compassadas, beirando à sandice, nas margens do des-equilíbrio, suas primevas expressões foram - como vou dizer, não sei, difícil, complexo e hermético, as consequências não se sabem, mas ouso fazê-lo - tropos. A primeira a nascer foi a linguagem figurada e o sentido próprio foi encontrado por último.
Num sarau de poesias, entre os poetas, cujas inspirações eram mais de nível metafóricos e metafísicos sobre o encontro de cendência de trans e tingência de "con", recordando ainda de quando se conheceram, o que era apenas sedução tornou-se etern-idade inteira juntos - em noite de inverno rigoroso, tomando banho de piscina, nus até na alma, con-templando as estrelas e a lua, em noites de verão de cozinhar os miolos à beira da lareira, de casacos de lã, luvas, tomando vinho e se agarrando, o suor deles se comungando, por inter-médio das vestes, tal era a loucura e sandice deste amor - dissera cendência de trans que uma pergunta faria, olhou os raios do sol, as nuvens brancas, algumas azuis deslizando-se, como podia uma expressão ser figurada, metafórica, antes de ter um sentido singular e particular, se a figura consiste na trans-lação do sentido, se a metafóra consiste nas circuns-vagueações na semântica e na linguística, para in-vers-ificar a verdade, o prazer, o encanto, à busca do sublime, concluindo a sua inspiração e divagação que seria preciso substituir a palavra que se trans-põe pela idéia que a paixão se oferece - só se põem-trans as palavras porque se trans-põem também as idéias, pois de outro modo, das sorrelfas ao nada, a linguagem figurada nada significaria.
Um parêntesis nas lembranças, o que sentiram, sensações, sentimentos, emoções, sentimentos, no primeiro encontro, lembrou-lhe tingência de "con" que a imagem ilusória oferecida pela paixão, a linguagem que lhe corresponderia foi também a primeira in-ventada; depois tornou-se metafórica quando o espírito esclarecido converteu-se aos mistérios, misticismos, miticismo, enigmas, re-conhecendo seu próprio erro, só empregou as expressões para as próprias paixões que as produziram. um piti em cena, o medo da grande re-velação, se juntos, sintetizados, se tingência de "con" seria a ilusão da paixão que fascina os olhos e a primeira idéia que se a-nuncia é o vento soprando as neblinas das ondas do mar para trás, o in-verso sendo o ritmo das palavras, o re-verso sendo a melodia das metáforas. o in-verso sendo o ritmo do não-ser à busca do nada, na querência de uma travessia, uma travessia que trans-nauseasse os éritos de outrora, os pretéritos das con-tingências, o diá-logo se silenciou ali, tingência de "con" servia-se, como "utensílio" mesmo, ambos olharam para confins diferentes do vazio e da náusea, e no ínterim da conversa entre eles, lembranças das fantasias e ilusões de um encontro, as quimeras com as suas seguidoras fiéis e leais, os exageros, paradoxos, eufemismos e metonímias, nonsenses no recital de como a primeira linguagem teve de ser figurada, e cendência de trans dizendo a tingência de "con": "Está vendo, minha amada e amante, como você já está se entregando ao ad-verso ser a paisagem do In-finito trans-figurado do estar-no-mundo sujeito às intempéries das lendas da verdade..."



(**RIO DE JANEIRO**, 22 DE MARÇO DE 2017)


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