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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

**VESTÍGIOS, VERTIGEM DO TEMPO - IN "ANÁLISE - 1989"** - PINTURA: Graça Fontis/POEMA: Manoel Ferreira Neto


As infernidades escorçam-se na eternidade
Límpida, nítida, transparente
A eternidade
Desliza-se nas linhas da contingência
Branca, clara, translúcida
As atitudes são os meus passos...
Vertigem



Espécie de mergulho nos recônditos dos desejos;
Aguça-me os sentidos inteiros.
A urgência de metamorfoses assiste, orgulhosa e inquieta,
A presença do carinho a suceder no coração.



A bruma de prata flutuando pela manhã,
Sobre os prados inda sonolentos,
É o vestido da intimidade.



A intimidade nua
Sente as sensações mais singulares
Na inteiração do gozo e prazer.



(**RIO DE JANEIRO**, 17 DE FEVEREIRO DE 2017)


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