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sábado, 18 de fevereiro de 2017

**DIANTE DO TÚMULO DE UM POETA CHAMADO URSINE** - PINTURA: Graça Fontis/POEMA: Manoel Ferreira Neto


E Glória amou o poeta Ursine,
Observando-lhe passar,
Taciturno, circunspecto, introvertido,
Na calçada do outro lado da rua,
Ela na sacada,
Sempre ao anoitecer.



E Glória amou o poeta Ursine,
Vendo-lhe sentado
À soleira de sua casa,
Olhando as contingências do mundo,
As coisas da terra.
Recordava-se de algum tempo de sua vida?
Brincava com as palavras, solitário,
Desejando compor outros versos?



E Glória amou o poeta Ursine,
Alegre, satisfeito, feliz,
Rindo em presença dos amigos,
Na escadaria da Escola de Psicologia,
Esperando as lições literárias
Da "Dama de Ferro" da Literatura Brasileira.
E Glória ria às sorrelfas:
"Poeta precisa estudar versos e estrofes?"



E Glória amou o poeta Ursine
Nos instantes de puro devaneio, sonhos
De paz na humanidade,
De entrega plena dos homens às utopias da liberdade
Devaneios que inspiravam a imaginação
A voar por florestas, mares, bosques,
Pela Ilha onde Sócrates e Platão
Trocavam dedos de prosa sobre o Amor puro.



E Glória amou o poeta Ursine...



(**RIO DE JANEIRO**, 18 DE FEVEREIRO DE 2017)


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