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terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

**REALIDADE** - PINTURA: Graça Fontis/PROSA POÉTICA: MANOEL Ferreira Manoel Ferreira Neto


Nos olhos da poesia,
a metáfora do sublime,
sin-estesia da querência da
humanidade do ser,
ex-tase da semântica,
estesia da linguística,
presença dos sin-tagmas
do crepúsculo, vento suave,
Clima ameno...



Na alma da poesia,
a sin-estesia do sentimento conciliada
à inspiração dos desejos e volos
do sensível e trans-cendente.



No espírito da poesia,
a liberdade do sonho
de versar o tempo e o ser
re-fazendo as silhuetas
do efêmero e do eterno,
senda de luz que despetala,
no horizonte,
a orquídea amarela do há-de ser
do gozo e volúpia da felicidade.



No coração da poesia,
emoções e sensações do
res-plender do sensível
as dimensões trans-cendentes
do verbo intransitivo.



No som do poema, ritmo e melodia da música do verbo em sin-fonia com a lírica do in-finito. No silêncio do poema, a intros-pecção da subjetividade artificiando as veredas silvestres de a esperança do além trans-literalizar os recônditos interstícios das etern-itudes, a circuns-pecção semântica e mística do ser-verbo que seduz o uni-verso das palavras, re-criando-as espírito das utopias do belo e da beleza. Na solidão do poema, a re-flexão dos versos e estrofes que silesiam as miríades do tempo, o ser de luzes que iluminam os vazios da con-ting-ência, o ser de raios cintilantes que numinam os mistérios e enigmas da vida, trans-elevando-a aos auspícios do in-finito, onde as paisagens esplendem a estética da pureza e do sublime e o uni-verso exala o perfume in-finitivo do perpétuo desejo do absoluto(o in-audito da perfeição que concebe a divin-idade do ser).
Na profundidade da poética, os abismos ansiando a subida às estrelas, onde semânticas e linguísticas da cintilância poetizam o espaço que vela o domus do horizonte, poematiza a miniatura do som dos interstícios recônditos do eterno e musicaliza de acordes da trans-cendência as in-fin-itudes do pleno.



Há no ser da poética
a evocação de um trinar de pássaro,
dos en-cantos que fazem o poeta voar,
ouvindo gorjear as flores no limiar da eternidade,
o ser começa pelo bem-estar...



O trem do meio-dia e meia
Trem de passageiro,
Passava à soleira do portão...



(**RIO DE JANEIRO**, 28 DE FEVEREIRO DE 2017)


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