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terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Ana Júlia Machado ESCRITORA E POETIZA ANALISA, INTERPRETA O POEMA **ERUPÇÃO - IN "DIVÃ EXISTENCIAL" - 29 DE JUNHO A 03 DE JULHO DE 1989**


Ana Júlia Machado No que concerne a este escrito do Manoel Ferreira Neto da Consciencialização/ explosão diria que tudo pode mudar através da palavra e consequentemente nas atitudes….



Elegemos a afabilidade dos verbos
Se escutamos facto mélico e tranquilo,
A nossa audição reconhece a
melodia afável da palavra e o
nossa alma alaga-se de concórdia e claridade.
Por diversas ocasiões possuiremos a
possibilidade de praticar
em nós a brandura dos verbos,
mas poucas ocasiões caminhámos sugerir-nos
a esta prática, pois muitas ocasiões
É-nos mais confortável a austeridade
dos verbos, do que a amabilidade
em nosso discurso. Entendam que se
decidimos nossas contrariedades
mensurando o que proferimos,
cogitando previamente a conversar,
havemos muito mais oportunidades de sermos
bem acontecidos do que meramente
pronunciando em explosão.
Coordenemos em tudo que originarmos a afabilidade
dos verbos e assim se contemplará o quão
poderemos emendaras actuações .
E em muitas faces e lados
a precisão
e universalidade
se converte uma combustão em explosão, uma explosão de verbos da verdade, e a realização no mundo real que o poeta anseia dá-se e suas actuações concretizam-se em si.



Ana Júlia Machado



Tentarei ser mais sintético, minha querida amiga, Aninha Júlia.
Desde que iniciei o meu primeiro romance O VAZIO, aconteceram inúmeras coisas, e por oito anos o existir tornou-se complexo. Um dos grandes questionamentos eram: "O que é isto, a autenticidade - o homem por inteiro."
Em 1989, época que escrevi esta obra, muitos caminhos tinha de per-correr, de-correr, até o encontro e a continuidade. Já me sentia mais tranquilo para esta entrega à autenticidade, caminhos de ventos e contratempos. Era a liberdade por que tanto sonhei, ser autêntico para ser livre. A obra é toda estruturada, confeccionada em nível da psicologia, terapia, psicanálise, é um mergulho na inconsciência, um mergulho consciente. As letras se me encarnaram: faria a minha vida, a minha história com as letras, sempre buscando saber o que é isto - a autenticidade, as "actuações concretizam-se em si" a que se refere. As actuações concretizam-se quando você verbaliza a entrega ao verbo de seus desejos, é uma das veredas dos "Campos de Algodão". A erupção do sensível, emocional, psiqué, transcendente. Hoje mesmo estava dizendo à Graça: "Amor, admira-me muito ter escrito esta obra naquele tempo, estava com trinta e três anos. Nas suas entre-linhas, no seu inter-dito está tudo que estou vivendo com a vida de escritor, e não apenas a carreira."
Nossos mais cordiais cumprimentos e agradecimentos por tudo, querida, e nossos parabéns pela análise e interpretação deste poema, de excelência.
Beijinhos nossos!



**ERUPÇÃO - IN "DIVÃ EXISTENCIAL" - 29 DE JUNHO A 03 DE JULHO DE 1989**
PINTURA: Graça Fontis
POEMA: Manoel Ferreira Neto



Cumpre conscientizar-me
da própria tristeza
e
fazer virtude
de toda
manifestação
do espírito.



Desejo
imediatamente
uma aresta de liberdade
- possa desvencilhar-me
de atuações,
destituir-me
de farsas -
e, assim,
coloque-me no mundo.



O real
e
atitudes realizam em mim.



Multifacelo
a verdade
e tudo
se torna um vulcão
em
er
u
p
ção.



(**RIO DE JANEIRO**, 06 DE FEVEREIRO DE 2017)


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