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quinta-feira, 10 de agosto de 2017

**AFORISMO 87/CINTILÂNCIA E LUZ DOS HORIZONTES# - GRAÇA FONTIS: PINTURA/Manoel Ferreira Neto: AFORISMO


"Sou ninguém."(Manoel Ferreira Neto)


Epígrafe:


"A priori, no seu habitat volátil e inconstante, na sua essência, o homem prepondera e rege com requerência a plenitude do amor, remontando e reflorindo seu remanse no existir" (Graça Fontis)


E havia trevas sobre a face do abismo e um vento impetuoso soprava a superfície das águas. E Deus disse: "Haja luz!. E houve luz..."


"(Sou homem-imperfeição:
Viver assim dilacerado
Escravizado a uma ilusão/
(...)
Não seja a vida sempre assim
Como...
A derramar melancolia em mim...!"


"Desço desta solidão
Espalho coisas sobre um chão de giz
Há meros devaneios tolos a me torturar/
Fotografias recortadas em jornais de folhas amiúde..."


Pudesse eu dizer a palavra "amar" inteira. A margem de todas as coisas. Quanto exílio em toda a vida. Máscara de amor como a maioria dos homens... Exílio. À busca do amor... Nem mesmo pensei. Não entendo de insistir. Vergonha. Timidez. Sentimento de culpa. Afinal, o que significou viver?
Ilusões, amor projetado ao além de medos, dúvidas,
Esperanças deambulando por universos, iluminando sonhos,
Numinam de cintilâncias de luz dos horizontes
Desejos, vontades,
A-lumbrando miríades do verbo Amar,
Prespectivando no espelho do ser atrás das contingências
Do efêmero
O ser-de-amor-buscas-e-encontros.
Comungando a pétala da rosa que des-abrochará no alvorecer,
Com o húmus das folhas secas que fecundam a nova rosa
Do há-de vir
Haja luz a resplandecer as sendas
- de beleza, versos poéticos emolduram nas imagens,
Flashes do eterno,
Luzes, sons e palavras,
Unificando plêiades de metáforas de plen-itudes
Do "amar-amando-o-amor-do-ser"
Às efígies de símbolos ad-jacentes ao romance
De Cinderela e Don Juan,
Cenas bucólicas trans-figurando panoramas,
Re-fletindo no tempo de alhures,
Inicializando nas travessias do não-ser ao ser,
Do nada ao pleno,
O encontro das mãos, o entre-laçamento, a jornada unidas,
A-colhendo de sendo-em-sendo, nas antíteses e sínteses,
A pureza, inocência
De outras veredas silvestres abertas ao espírito do vir-a-ser
Núncio de por-você, núncio de seu-ser,
Luz houve que revelou você,
Amar-verbalizando-o-ser-de-você-revela-a-verdade-do-amor-
por-você...


Verdades, amor sentido...
Outrora, medos de amar, inseguranças,
Preso, enclausurado, enjaulado, algemado, acorrentado
Aos desígnios inconscientes do destino vida/morte,
Hoje, liberdade de amar o verbo amor,
Amar, entendi, é libertar o verbo da carne do mundo,
Desejar a essência do corpo à busca dos prazeres
De trilhar os caminhos da vida,
Ser o espírito do eterno-efêmero à eternidade absoluta...


Este amor será alimentado, regado, nutrido,
Sigo os caminhos do campo,
Vou dar fim a tudo, ser o amor que em mim habita...


É algo humano. Pouco da grandeza de evento épico. Helicópteros iluminando as nuvens. Realidade nacional. Trágico exército de forças caprichosas. Amar espalha vozes explícitas.


Sou ninguém.


(**RIO DE JANEIRO**, 10 DE AGOSTO DE 2017)



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