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quarta-feira, 2 de agosto de 2017

#AFORISMO 73/FILOSOFIA DA ESTÉTICA-ESTILÍSTICA: EID-ITUDES ESTÉTICAS DO VERBO-SONHO# - GRAÇA FONTIS: PINTURA/Manoel Ferreira Neto: AFORISMO


"A poesia é de ouro e riso e não de cascalho para cobrir a poeira das estradas" (Manoel Ferreira Neto)


Epígrafe:


"Na universalidade existencial capta-se e afere-se toda poética, para que o poema resplenda, ilumine e sacie almas sedentas de conteúdos e beleza num alento sob o caos do existir." (Graça Fontis)


Poesia do nada. Poesia do efêmero. Poesia de nonadas.
O mesmo que rimar "sim" com "capim". Não há linguística que redima e salve, redencie de nos pastos e campos se alimentarem dele, degustarem de sua melosa substância, engordando-se dos nihils que neblinas e orvalhos esplendem ao longo do tempo. Não há semântica que desculpe e perdoe, justifique que nos lotes vagos ou terrenos baldios não há húmus para engrandecer as rimas, para edificar os versos, para elevar as estrofes. Não há estilística que re-vele os inter-ditos que residem profundos na alma do tempo, o futuro a afluir-ser. O vento não levará consigo ao longo das veredas, largará para trás, nada tem a dizer, a despertar.


Paráclitos pers de dialéticas efêmeras de horizontes obtusos, pectivas eternas de uni-versos sombrios, horizontes de trevas e brumas, em cujos - do alvorecer brilham de resplendor e magia, - ângulos... os raios do crepúsculo numinam as inspirações escusas, as intuições chinfrins, sonetos, poemas livres chinfrins, puro nonsense, e, com talentos e dons, sublimes, versos e estrofes mágicos, quê beleza e esplendor, despertam os sonhos do nada cristalino de ideais e idéias a criarem e re-criarem os interstícios da alma para a consumação da vida, pré-núncio do ser, mas como o inter-dito das esperanças, entre-linhas das palavras entre-laçadas da a-nunciação da verdade são juízes lídimos e idôneos do absoluto divino, os sonetos ou poemas livres do póstumo concebido no eidos do nada cristalino pervagam nas trevas, vagueiam no espaço de brumas, perambula no limbo do caos, a alma se re-colhe no re-canto da solidão, con-templando angústias, tristezas, melancolias, nostalgias, mergulha inteira na cripta da frustração, simplesmente se prolongou de frustrações e fracassos.


A poesia é de ouro e não de cascalho para cobrir a poeira das estradas.


Cáritas pectivas de dialéticas eternas de confins ornamentados de pretéritos cont-templados à luz do sol desértico que, com suas miríades de brilhos, concebe o oásis à mercê da distância que passo a passo revela a ilusão de ótica, húmus, semente da busca, desejo, volúpia do encontro com o sublime da peren-itude, com a simplicidade da etern-itude, ingenuidade da efemer-itude das travessias em cujas nonadas sintéticas do vazio e vacuidade habitam a estrela polar, guia dos caminhos da verdade, inda que passageira, mas átimo do tempo que, de linhas em linhas, no tecer e tessitura da esperança crocheteia as arribas límpidas, trans-parentes, trans-lúcidas, trans-lúdicas dos in-finitivos do espírito que precedem, antecedem, vem antes dos pretéritos da alma a insistir, persistir que são o alvorecer perene e pétuo-per da essência ec-sistencial do ser metafísico da floresta silvestre, em cujo espaço resplende o cântico da natureza, das águas límpidas dos rios que passam de por baixo das pontes, revelando outros percursos e decursos da continuidade poética da poiésis de novas e re-nascidas esperanças à luz da lua azul a conduzir a fé, no sentido de ser o húmus das inspirações e circunstâncias existenciais, às long-itudes do oceano, onde toda a vida concebe, gera, dá a luz às eid-itudes estéticas do verbo-sonho de amar o ser, ser o amor.


Poesia da verdade. Poesia do ser. Poesia da trans-cendência-silva da felicidade que se re-faz, re-nasce nas miríades de raios cintilantes das estrelas, de átimos brilhantes da lua na iésis dos versos vers-éticos do pleno-absoluto, das estrelas vers-orais do cântico ritmado do vernáculo bíblico do tempo em-sendo, por sido da morte além da vida, da vida além das prenuncidades da divina essência, etern-idade do Ser, Verbo do Tempo.


(**RIO DE JANEIRO**, 02 DE AGOSTO DE 2017)


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