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terça-feira, 8 de agosto de 2017

#AFORISMO 84/PALAVRAS MURMURAM, À LUZ DO SILÊNCIO, SERENAS EMOÇÕES# - GRAÇA FONTIS: PINTURA/Manoel Ferreira Neto: AFORISMO


Epígrafe:


"Entalham-se, desde outrora, no intercurso existencial, objetivos, expectativas e sentimentos a serem osmoseados na temporalidade, numa sintetização contínua." (Graça Fontis)


Roda-viva das quimeras
De alegria e felicidade,
Sorrelfas de contentamento,
Paz,
Alma eivada de esperanças e fé,
Excitando-se com os dedos
De novas aventuras,
De outros cliques,
Palavras,
Com os verbos sussurrados,
Murmurados
Cochichados
Nos ínterins das sensações
E sentimentos,
Abrindo outras veredas
Para as travessias da nonada
Ao mágico e perfeito
Ao místico e absoluto
Ao mítico e perpétuo
Ser da Felicidade, Amor,
Perambulando,
Dando a meia-volta nos sentimentos,
Emoções,
Negando a razão e o intelecto
Que se vangloriam com
A verdade
Afirmando a subjetividade, sensualidade,
Sexualidade,
O espírito,
O instinto,
Que desejam o encontro
Do “EU”,
Do "VERBO"
Do "SER".


In-consciência das verdades
Iluminando as sendas de flores silvestres
esquecidas,
querências deixadas para trás,
imagens de mimeses e do belo
estético,
da macunaíma sin-estesia do feio
assim sentida, vivenciada
nos interstícios dos desejos,
vontades,
outras conversões do amor,
amizade,
outros amores e prazeres,
transcendendo as perspectivas
da imagem,
onde o sol nasce,
onde a aurora se resplende
de magia e mistério,
onde o inverno é só paixão,
o amor é como a aurora
da solidão.
Trazendo a carícia
Do silêncio sublime,
onde o crepúsculo se eleva
de sonho e utopias
da verdade do “SER”,
do ser da “VERDADE”,
onde a alma eivada de suas esperanças,
fé,
empreende a longa jornada em
busca da plen-itude do AMOR,
AMIZADE,
Onde as folhas do outono
caem,
Para a-nunciarem o inverno
Está chegando.


Ad-versidades... Diferenças... Perspectivas di-versas...
Sentimentos, emoções, sensibilidade, percepção, intuição, inspiração trazidos à mente, re-versando a razão, o intelecto, o pensamento, na querência do verbo que sensibilize desejos, vontades, volos da palavra que pres-ent-ifiquem sonhos e esperanças, a-nuncie as pre-fundas da alma, re-pres-ente as carências, forclusions, faltas, falhas, mostre íntimas as imperfeições, limites, trans-literalize a memória, inter-textualize a in-consciência.


Plen-itudes estéticas do sublime versando na luz o brilho
Linear de pers estrelares pectivando o além de estilísticas
Ex-tases trans-cendentais da sensibilidade verbalizando
Volúpias in-fin-itivas da liberdade à luz da transparência
Dos mistérios, in-auditos
Númenes lunares sob as égides semânticas de sonhos templares
Interstícios subjetivos de sentimentos trans-versais versejando
Teogonias de in-fin-itivos in-finitos de ventos uni-versais da verdade
Teodicéias de uni-vers-itivas uni-versais de tempos con-tingenciais de in-verdades,
Una-versas, as volúpias, compostas da poesia mística e mítica
Da etern-idade para além do bem e do mal, prelúdio
Edênico de silvestres veredas
Sibilando no espírito de verbos espirituais a vida do ser-de pureza.


Palavras murmuram, à luz do silêncio, serenas emoções - desejos, volúpias, êxtases, vontades, clímaces, gozos -, pervagam de confins ao além, viagem longa, con-templando o alvorecer que ilumina na floresta as sendas e veredas, aclives e declives do campo circundado de montanhas, bússolas de encontro da alma e do espírito, ritmando de notas a magia do amor e ternura, entrelaçados de esperança e fé na peren-itude, itudes de melancolias, nostalgias, barco que desliza na água trans-lúcida do mar azul de carícias, a caminho da longínqua síntese efêmera-absoluta do verbo-tempo.


Palavras cochicham ao léu dos uni-versos musicalizados de felicidade e alegria - Graças a la vida -, entre suspiros inter-ditos e ditos da espiritualidade que recita o eterno de cintilâncias, entre exclamações verbais, declamadas com a fosforescência das ilusões, fantasias, quimeras e sorrelfas da alegria e contentamento, cores do arco-íris vivificando o tapete silvestre de amores-em-amores compondo de cores vivas, trans-lúdicas o soneto de genesis sons in-audíveis, o espírito ouve e versifica em voz re-colhida nos pingos de chuva orvalhando a solidão, em absoluto silêncio, con-templ-orando os primeiros raios de sol a numinarem a magia do ser que exala de essências o belo, o amor que resplandece, passo a passo, no tempo.


(**RIO DE JANEIRO**, 08 DE AGOSTO DE 2017)


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