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domingo, 10 de abril de 2016

**SOU EU MESMA...** - Ana Júlia Machado e Manoel Ferreira.


Por um instante embarguei de ser,
Quem eu pretendia que eu fosse, encetei a ser quem eu efetivamente sou,
Alcancei que não granjeia atalhar a vida para suportar desinteligências ao austero.
É pobreza de tempo, quando um refuta-me, não estimula mais minha ira,
Meramente instruí que julgados unicamente favorecem para despejar o intelecto;
Por isso elejo isentá-los, opto consumir meu tempo com eventos benéficos,
Pronunciando alocuções francas, irradiando salutar graça e energias otimizas por aí.
Conceber o Ser, ser quem se é. Estrelas cintilam miríades de luz, no íntimo desejos esperanças da verdade que habita o íntimo, verdade do Amor, verdade da Felicidade, verdade da Esperança.
A entrega solene à vida consubstancia o desejo do tempo que abre os horizontes longos do caminho, conquistas, glórias, a realização plena de sentidos e metáforas do espírito.
Visionar a existência de um savoir-faire mais mélico é muito mais enternecedor.
Antes de cada ponderação funesta oculta-se o anseio de ser jovial, bem-estar a gente expugna
Através do que somos e do que gerámos, que não se estimule ser o que não se é,
Não se ludibrie com uma existência atestada de pactos atraentes.
Quem ama a vida, apesar de suas contradições, dar mochila pesada para carregar nas costas nas travessias do não-ser ao ser, labuta o destino, regando a alma com a poiésis do sentimento, com os acordes do livre-arbítrio, o uni-verso de éresis nutre o amor de eidos-eterno, a morte não há, morrer não ec-siste.
Após de muito prometimento falso, eu instruí.
Há incidentes que deploro, nem tanto por mim, mas pelos que fizeram tanto por nós.
Eu tento proteger-me e pouco ou zero já me atinge.
Só me fere aquilo que não consigo fazer por mim, porque nem tudo na vida depende de nós…
E sou bem mais feliz assim….
Sendo quem se é, vive-se melhor, não se granjeia entender as dialéticas e contradições. A lua fosforece seu brilho, noite romântica de espectros diáfanos numinando as entranhas do vir-a-ser, as entrâncias do efêmero de outras desejâncias, quanto mais se anda mais se vê estradas, gerando o cáctus, mesmo em tempos que são de queimada.
Nos verbos das lusitâneas melancolias do ser, da verdade de quem sou, pers-crevo a essência incólume das esperanças para a etern-itude do sonho-amar de verbos do entregar sempre, em absoluto às éresis do sublime tempo que resplance as nonadas às travessias para a sabedoria.



(10 de abril de 2016)


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