COMENTÁRIO DE MINHA "SECRETÁRIA" ANA JÚLIA MACHADO AO POEMA /*LENHAS DE PERSPECTIVAS*/


ACHAS DE HORIZONTES
Oh, taciturnidade!...
Dos eidos longínquos ou remotos
Que não de foram
Suficientes considerados 
Às primitivas luminosidades da claridade,
Centelhas do sol, gorjeado de pássaros,
Queridos na hora fugaz
Como adoraria eu de lhes abonar no intervalo
A tocadela olvidada, a momice descurada,
A atuação suplente. 
Engendro-os eu, minhas ma nojos
Delineiam um meio-arco-íris,
Uma lancha à luminosidade do firmamento por sobre os dédalos
Um acabrunhado que se desvanece e que abala 
Como numa chama de simulacros,
Labaredas estalejando achas de horizontes.

*LENHAS DE PERSPECTIVAS*

Oh, melancolia!...
Dos sítios distantes ou longínquos
Que não foram
Bastante con-templados 
Às primeiras luzes do dia,
Raios do sol, trinados de pássaros,
Amados na hora passageira
Como amaria eu de lhes dar à distância
O toque esquecido, o gesto negligenciado,
A ação suplementar. 
Invento-os eu, minhas mãos
Desenham um semi-arco-íris,
Um barco à luz do céu por sobre as florestas
Um nublado que se esvaece e que des-aparece
Como num fogo de imagens,
Chamas crepitando lenhas de perspectivas.

Manoel Ferreira

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