COMENTÁRIO DA AMIGA VIVIANE FERREIRA AO TEXTO //**VOLANDO A TRANS-PARÊNCIA DA LINGUAGEM**//
Tudo
está interligado em tempo e espaço : verbos, desejos de liberdade, glórias,
poderes, metamorfose, angústias, tristezas, outros horizontes, paisagens da
terra, busca do ser, verdade, esperanças do eterno, silêncio, linguagem,
devaneios éden, dialéticas, solidão, Cristo, Sermão da Montanha, silêncio, luz,
deserto, meditação plenitude, sonhos divinos vocação eterna, contemplação,
busca, verdade espiritual, novos passos para o evangelismo.
Parabéns,
querido amigo pelo excelente texto! Tocou minha alma. Bom dia!
Vivíane
Ferreira
**VOLANDO
A TRANS-PARÊNCIA DA LINGUAGEM**
Pers-critos
lídimos verbos de pretéritos im-perfeitos de desejos de liberdade, vontades
profundas de glórias homéricas, jamais sem precedentes, poderes inomináveis e
inconcebíveis, realizações, que metamorfoseiem os re-cônditos da alma
plen-ificada de náuseas, angústias, á-gonias, tristezas, trans-eleve-a ao cume
das regências nominais de outros horizontes, verbaisde outros uni-versos, de
onde a visão templa o panorama do mundo, a paisagem da terra, concebendo
plen-itudes que são genesis para novos in-vestimentos na busca do ser, da
verdade, re-vestindo o inaudito, o incognoscível de eidéticas esperanças do
eterno que é continuidade, e continuamente re-fazendas, re-criações, abertura
lídima e idônea para o verbo do tempo, por onde o silêncio peregrina volando a
trans-parência da linguagem, dizer-se pleno, dizer-se in totum, dizer-se in
extremias na dialética das iríasis, travessia para o ser re-fletido no espelho
do vir-a-ser verbo do sublime, dos éritos, nonada para o não-ser pres-ent-ificar-se de sorrelfas do vivido, vivenciado, às voltas
sempre com os devaneios e idílios de éden, só re-versar o tempo inter-dito com
as a-nunciações do vazio re-colhendo e a-colhendo as furtivas do completo,
quando, em verdade, em verdade, não são estas dialéticas que preambulam o ser
no interior do verbo, vice-versa, mas a alethesis do verbo na sua travessia
para o silêncio, para a solidão - solidão sem silêncio é ininteligível, Cristo,
antes do Sermão da Montanha estava só e em silêncio, silêncio sem solidão é
inconcebível -, que re-vela a luz, suas cintilâncias e brilho, pers-crutando a
poética do deserto, re-flexão, meditação, instante e momento pleno de entrega e
doação à leveza dos sonhos, sonhos do divino, a vocação eterna dos homens
Solidão
é silêncio, nada de solstícios do efêmero limiando o horizonte, nada de
seduções à luz de Safo, à mercê de Brahma, às cavalitas de Prometeu e Sísifo,
mas as vers-itudes de todas as perspectivas da vida vistas, con-templadas,
templadas, templ-oradas sob o In-finito In-fin-itivo do há-de verbalizar os a-núncios do ex-
sistir a vida, as re-velações da vida desejando o ex-sistir dos silêncios e do
verbo.
A
vida são buscas, querências, desejâncias, verdade, mas, antes de serem, são a
entrega, a doação ao Espírito do Verbo In-finitivo do In-finito entrelaçado,
comungado, aderido ao Silêncio In-finito das In-fin-itudes, sempre o caminho,
sempre a caminhada que faz todas as travessias, sempre as travessias que se
re-velam os novos passos, esperanças, utopias, sonhos, para a fé no que há de
evangelizar o ser-no-mundo...
Manoel
Ferreira Neto.

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