COMENTÁRIO DA AMIGA VIVIANE FERREIRA AO TEXTO //**CLIMACES VOLÁTEIS DO GOZO**//


Simplesmente deslumbrante o seu texto! 
"...olhares calientes e faiscantes de todas as absolutas visões cristalinas e trans-parentes. .."
É o Tao em sua essência.

Viviane Ferreira.

Minha querida amiga, minha crítica inestimável, o que posso dizer com estas poucas palavras, mas que eideticam o cerne de minha obra? Só posso dizer que a sua visão da obra e de mim são espirituais, além da compreensão e entendimento de todas as contingências. Diria até: é o tao de nossa essência de seres humanos e grandes amigos espirituais. 

Manoel Ferreira Neto. 

**CLÍMACES VOLÁTEIS DO GOZO**

Ao meu benzinho amor Adriana Moreira, com todo amor e carinho. Beijos na boquinha, minha linda!!!

Ilusões cristalinas perfazendo dimensões con-tingentes do que há-de trans-cender angústias e náuseas perpétuas do absoluto, trans-elevar tristezas e fracassos gerundiais do infinitivo que sarapalha sombras e luzes ao longo do deserto sem ad-jacências e oásis, sem peregrinos, sendeiros a atravessá-lo à mercê de bússoa na corcova de um camelo.
Fica mal com Deus quem não alça vôo nas asas do condor de esperanças, real-izando os clímaces voláteis do gozo da estirpe. Fica mal comigo quem não trans-eleva a fé no divino eterno aos auspícios da liberdade que exala suas nuanças de desejos de compl-etude com os termos acessórios do nada e efêmero, como o pássaro de fogo que choca os ovos das chamas perenes a aquecerem o inverno das espécies susceptíveis às caliências do nunca antes de quais jamais, carências do sempre antes de quaisquer pretéritos perfeitos ou imperfeitos.Fica mal com a vida na sua vocação de ser o absoluto perfeito, inda que tardio o perfeito, inda que in-ec-sistente as ruminâncias de outro e risos a satirizarem com veemência e re-verência o surrealismo das laias coôncavas e convexas das viperinidades da natureza humana, quando o perfeito desde a eternidade encontra-se refestelando-se às margens sinuosas do cócito inaudito de vozes que permeiam a noite de lua cheia e centenas de estrelas cadentes.
Pelo meu caminho vou, vou como quem pisa com toda delicadeza e acuidade os ovos da "garnisé", grávidos de réquiens para as ipseidades do pretérito iluminando as trevas e sombras da terra do bem-virá. Vou como quem saltita nas brasas de lenhas da lareira, incandecendo a sola dos pés para wsentir o prazer e volúpia das estradas na jornada sem limites, fronteiras, obstáculos, enfim sem o instante-limite do zero a prenunciar o "um" dos solilóquios e colóquios da aritmética dos "noves fora um". A linguagem é condenada pelos princípios, o estilo é indecente pelas lógicas, mas antes sendo do que dar com as mulas no mata-burro, com os jegues no abismo.
Ruminâncias de ouro e riso. Gritos antigos de arco-iris e lágrimas. Vociferâncias de coriscos e lábios eminentemente fechados, por vezes olhos frios e apagados de qualquer visão turva e nula do beco sem saída, ladeados de terrenos baldios, por vezes olhares calientes e faiscantes de todas as ab-solutas visões cristalinas e tran-parentes das othon alamedas, em cujos canteiros brilham palmeiras em cujas frinchas das alturas não cantam sabiás, que no longínquo e distante espaço ao longo desemboca no limite que inicia o tao do ser que, nas entre-linhas do vervo, solsticia os sujeitos da alma, nos inter-ditos dos temas e temáticas creprepusculam os crep-interstícios do vazio nas eterminãncias ad-versas de re-versos e in-versos às caval-itidades do abismo sonhando o vazio, o vazio perscrutando a resenha do efêmero, o efêmero evangelizando o anti-cristo das plen-itudes.
O pretérito há de ser, será o que jamais existiu, existe ou existirá no tempo sorrélfico das ilusões, o sino da igreja badalando às duas e meia da tarde.
Fica mal com as memórias da contingência quem não re-colhe e a-colhe, acolhendo o re-colher, re-colhendo o a-colher o espírito da alma que se arrasta nas linhas de luzes antes da cortina do palco catártico dos idílios deóperas, sinfonias, tragédias opusculares do nonsense.

Manoel Ferreira Neto.

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