COMENTÁRIO DA MINHA AMIGA MARIA FERNANDES AO TEXTO //BÁRATRO DA ALTIVEZ**//
Para compor um poema, quantas ideias
sobressaltam o autor que procura os significantes mais cintilantes,
deslumbrantes, ousados, eruditos, mais apropriados para a mensagem que deseja
transmitir ao leitor, mas nem sempre surge a musa inspiratória e se contenta
com outros menos soberbos, menos imponentes e o poema que desejou deslumbrante, apenas lhe parece um arremedo
insignificante, perante a luz que lhe disparou na mente, aquando da iniciação
do mesmo.Logo, o autor de uma obra desconhece em absoluto a aceitação do leitor
perante a mesma. O sensato será ser autêntico, cingindo-se ao seu estilo,
vivência, aptidão e instrução (natureza da existência). Excelente texto, mau
Amigo Manoel Ferreira Neto. Dia muito feliz. Um abraço.
Maria Fernandes.
**BARÁTRO DA ALTIVEZ**
Epígrafe:
Os caminhos das Letras só as letras conhecem.
Místicas semânticas de versos lavrando pontes
partidas de sentidos, significados, à busca do outro lado da alma que perscruta
o finito-n atrás do absoluto, abertura plena para a con-templação dos verbos do
espírito que dimensionam a visualização do ser, para a visualização daséresis
do tempo, seiva dos sonhos que concebem os desejos retrógrados do nada
seduzindo o vir-a-ser do efêmero, núpcia de êxtases, conluio de prazeres,
síntese que projecta sentimentos e emoções breves, náuseas do vazio.
Há instantes em que as palavras fluem livremente,
jorram à revelia, surpresa, espanto, ad-miração; há instantes outros palavra
alguma se a-nuncia, revela, desespero, agonia, angústia. Criatividade em que
recanto da sensibilidade se esconde? Nada de res-posta. Silêncio. Solidão.
Místicas e míticas perspectivas do porvir no chão
dee giz, na estrada de poeiras, na sarjeta de imundícies.
Quem me dera agora miríades de cintilâncias
estrelares a iluminarem as ausências de vernáculos que re-versam as ipseidades
ipisis do verbo eterno dizendo os pretéritos do nada, no instante-limite da
náusea que vomita as entranhas do inaudito silêncio da vida, os lapsos de
memória que in-versam as deidades litteris das regências ad-verbiais e nominas
que habitam as vacuidades professando os confins dos adnominais adjuntos do
infinitivo em plena deificação do perpétuo, quando os demônios fenecam os
dogmas e preceitos da má-fé, as falhas de idéias e pensamentos que revelam o
logus do tempo e das infinit-itudes do uni-verso e horizonte perpassando,
pervagando, vagueando de pers em pers, de iríadas em iríadas nas arribas do
abismo, enquanto sibilam os ventos ansiosos por girarem o catavento no alto da
montanha de lobos da estepe, enquanto a origem das cinzas que gerou o
estar-no-mundo nihiliza as cinzas pósteras postergando a postumidade ao léu
onde judas perdeu as sandálias udaicas e judias. E Jeová dança o candomblé da
morte efêmera plen-ificada de orvalhos notívas do sempre-eterno que se
des-fazem com os primeiros raios de sol do alvorecer.
Deus lhe pague! Por este nada que abisma o tudo na
fonte originária do inferno metafísico do sábado de preceitos. Por estas pontes
partidas que, apesar das estratégias para a travessia, levam às oliveiras do
fvento levou, trans-elevam as sendas de a humanidade, os homens caminham no
re-verso, ad-verso, trans-verso à espiritualidade do sonho de ser o ser,
engolfando-se perpetuamente no vazio nada da náusea perpétua.
Fantasiar os modelos avigorar
De ex celsitude e fé
De achar-se a cada momento de meditação
Ou de manumissão da sensibilidade e comoções,
Ambicionando a harmonia revérbero do autêntico,
Mas um revérbero denunciador”,
“O autêntico domínio de contemplar de frontispício,
Enxergando factos que geralmente não avista”
Autónomo considerar ilimitado,
Autónomo – alvitre da pulcritude incomum
Num único feitiço,
Num só reflexo ou iluminar das sensações,
De suas grandezas de sentir e percepção,
Num somente pasmo das sensibilidades
E sensibilidades que desabotoam os hábitos de quem
reside na solidão
Ser, os outorgamentos reais do Não – ser,
Profundez da fatuidade desajuizada,
Báratro da altivez imponderada, disparate,
Superficialidade do orgulho descaracterizado,
Ostentação de ser, de suceder,
De passar a adorar no decorrido e trajectória
Da existência
O esplendor da castidade intelectual,
... Inteirar o saber sensitivo ao
Saber lógico para abolir o raciocínio
Presente, alteando -a uma causa
Não unicamente da cabeça, mas do Ente por
completo”.
Espertando em mim as energias fecundantes da
existência,
As extensões dos anseios de desafaimar a avidez de
erudição,
As querenças das veras e da ciência
Perspicaz e infectadas de distintos eternos a serem
avassalados,
Executo a minha consciência âmago,
A natureza da existência.
Manoel Ferreira Neto.

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