COMENTÁRIO DA AMIGA VIVIANE FERREIRA AO TEXTO //**EID-ITUDES ESTÉTICAS DO VERBO-SONHO**//


Que homenagem magnífica à gênese da vida, obra mais que prima do Absoluto! Rebeca Moreira , a netinha-de-amor! O novo chega trazendo esperança do lídimo do Divino, compondo miríade de sonetos ou poemas angelicais. Parabéns para o novo , que é a poesia do ser, da trans-cendência da alma!

Viviane Ferreira.

A intenção desta homenagem fora à genese da vida, o nascimento da vida, à minha "netinha-de-amor" que acaba de nascer. Junto com esta homenagem pensei sim na "poesia do ser", "transcendência da alma", que é a novidade de minha obra, o que sempre sonhei com as letras. Levei anos e anos para dar-lhe a luz, mas enfim está acabando de nascer. 

**EID-ITUDES ESTÉTICAS DO VERBO-SONHO**

À minha netinha-de-amor, Rebeca Moreira, neta legítima de meu amor querido Adriana Moreira, com muito carinho e amor.
Paráclitos pers de dialéticas efêmeras de horizontes obtusos, pectivas eternas de uni-versos sombrios em cujos, do alvorecer brilham de resplendor e magia, ângulos... os raios de sol numinam as inspirações escusas, e com talentos e dons sublimes, versos e estrofes mágicos, quê beleza e esplendor, despertam os sonhos do nada cristalino de ideais e idéias a criarem e re-criarem os interstícios da alma para a consumação da vida, pré-núncio do ser, mas como o inter-dito das esperanças, entre-linhas das palavras entre-laçadas da a-nunciação da verdade são juízes lídimos e idôneos do absoluto divino, os sonetos ou poemas livres do póstumo concebido no eidos do nada cristalino pervaga nas trevas, vagueia no espaço de brumas, perambula no limbo do caos, a alma se recolhe no recanto da solidão, contemplando angústias, tristezas, melancolias, nostalgias, mergulha inteira na cripta da frustração, simplesmente se prolongou de frustrações e fracassos.
Poesia do nada. Poesia do efêmero. Poesia de nonadas. O mesmo que rimar "sim" com "capim". Não há linguística que redima e salve, redencie de nos pastos e campos se alimentarem dele, degustarem de sua melosa substância, engordando dos nihils que neblinas e orvalhos esplendem ao longo do tempo. 
A poesia é de ouro e não de cascalho para cobrir a poeira das estradas.
Cáritas pectivas de dialéticas eternas de confins ornamentados de pretéritos cont-templados à luz do sol desértico que, com suas miríades de brilhos, concebe o oásis à mercê da distância que passo a passo revela a ilusão de ótica, húmus, semente da busca, desejo, volúpia do encontro com o sublime da peren-itude, com a simplicidade da etern-itude, ingenuidade da efemer-itude das travessias em cujas nonadas sintéticas do vazio e vacuidade habitam a estrela polar, guia dos caminhos da verdade, inda que passageira, mas átimo do tempo que, de linhas em linhas, no tecer e tessitura da esperança crocheteia as arribas límpidas, trans-parentes, trans-lúcidas, trans-lúdicas dos in-finitivos do espírito que precedem, antecedem, vem antes dos pretéritos da alma a insistir, persistir que são o alvorecer perene e pétuo-per da essência ec-sistencial do ser metafísico da floresta silvestre, em cujo espaço resplende o cântico da natureza, das águas límpidas dos rios que passam de por baixo das pontes, revelando outros percursos e decursos da continuidade poética da poiésis de novas e re-nascidas esperanças à luz da lua azul a conduzir a fé às long-itudes do oceano, onde toda a vida concebe, gera, dá a luz às eid-itudes estéticas do verbo-sonho de amar o ser, ser o amor.
Poesia da verdade. Poesia do ser. Poesia da trans-cendência-silva da felicidade que se re-faz, re-nasce nas miríades de raios cintilantes das estrelas, de átimos brilhantes da lua na iésis dos versos vers-éticos do pleno-absoluto, das estrelas vers-orais do cântico ritmado do vernáculo bíblico do tempo em-sendo, por sido da morte além da vida, da vida além das prenunciidades da divina essência, etern-idade do Ser, Verbo do Tempo.

Manoel Ferreira Neto.

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