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domingo, 1 de janeiro de 2017

**NO INÍCIO, A ILUMINAÇÃO VERBAL DO ADVIR E CONTINGÊNCIAS** - TÍTULO E PINTURA: Graça Fontis/ENSAIO DE CONFRATERNIZAÇÃO: Manoel Ferreira Neto


Élans de última inspiração - nasce a poiésis, [pre]-cedendo os verbos, ante-[vendo] os in-fin-itivos das ilusões, gerúndios das esperanças e sonhos, {pres}-crevendo e pers-crutando genitivos e declinações das utopias e devaneios, na alma a pre-sença de medos, temores do in-audito, desconhecido, sentir mergulhando nos interstícios das ausências.
Élans de última inspiração - o que fora de primeira inspiração no novo alvorecer dera luz às travessias de sentimentos, emoções pervagando o tempo, amor florado na floração dos raios numinosos do sol, é preciso subjetividade para florescer a verdade, é preciso espiritualidade para iluminar a paz, é preciso coração para resplandecer a solidariedade, compaixão, é preciso a fé febunda para fecundar os liames da contingência e do quotidiano, é preciso alma para ouvir o som do rio que inicia a jornada no instante em que os sons foram sendo assimilados, nas águas jorrando, jorrando, ouvi-lo no que há-de vir e contingências, para musicalizar a epopéia das dialéticas...
Élans de última inspiração, genesis de re-viver outras poéticas versais das querências, desejâncias do ser, plen-itudes da esperança mais íntima e profunda, a fé na cintilância do In-finito que re-vela o nascer do sublime, re-novando o tempo, in-ovando as fin-itudes, paradisíacas as imagens das flores des-abrochando nos instantes de con-templação do que há-de ser, paradisíacas as águas dos rios que seguem os caminhos do tempo em direção ao além, sempre conjugando o verbo travessia do in-audito ao perfeitamente audível de sons do eterno, do belo, da beleza, da estesia, extasiando o ouvido para os sons, ritmos, melodias, acordes do amor-silêncio.
Élans de última inspiração - além de ser-me, ser em mim, re-vivência do outro, orvalho do que trans-cende, neblina do que trans-eleva, garoa do que trans-diviniza, espiritualidade in-fin-itiva da poesia, primeva prosa de élans do puro, da pureza, magia plena do sonho uni-versal da perfeição, magias orvalhadas do pleno, do perpétuo, do perene, magias de sutilezas re-{in}-cidentes, co-{in}-cidentes.
Élans de última inspiração...
Face a face con-templamos!
Élans de última inspiração...
À meia noite branca de luz,
Uma voz que aprendeu a ninar
Nos longínquos do tempo!
Èlans de última inspiração...
Espectro, submarino, à flor do tempo,
Vai apontando.
Élans de última inspiração - canto de rouxinóis no crepúsculo, concebendo o alvorecer de pássaros em uníssono saudando o novo tempo, ensaio de confraternização entre versos e poemas de sin-cronias, sintonias, harmonias uni-versais com o que trans-cende semânticas e linguísticas do Soneto Ser.



(**RIO DE JANEIRO**, 01 DE JANEIRO DE 2017)


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