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segunda-feira, 5 de setembro de 2016

**ORVALHO DA MANHÃ - PRELÚDIO DO VERBO AMAR** - Manoel Ferreira


Folhinhas singelas, suaves respingadas de orvalho, rosas brancas des-abrochando, estesia de um alvorecer. Sentimentos, emoções.
Leve-me para o orvalho da manhã, meu amor. Leve-me para o orvalho da manhã, hoje.
Sentimentos níveos, sentimentos singelos. Sentimentos suaves, sentimentos de pura leveza. Sentimentos in-auditos, inexpressáveis. Pensei ter ouvido um pintassilgo trinando na parreira, esta manhã. Em verdade, beija-flor esvoaçava uma rosa vermelha, tomava-lhe o néctar. De caritas que esplendem desejos, carência de entregas, doação de ternura, pro-jetando no núcleo do tempo theos de sonhos e esperanças, subjetivo "nous" de sonhos, sensível "inner" de sorrelfas a per-vagarem silenciosas e solitárias pelas sendas perdidas dos campos...



Leve-me para o orvalho da manhã, meu amor.
Leve-me para o orvalho da manhã, hoje



... por todas as suas veredas, encontram-se idílios pre-figurados de perspectivas espirituais do sublime, intros-petivas dimensões solenes da ipseidade, sudário sensível que cobre de metáforas e sin-estesias os manque-d´êtres da alma por cujos interstícios percorrem libidos de prazer, gozo e clímax do verbo "it" das águas vivas, de toques em toques nas docas da vontade de con-templar as plen-itudes do pleno de ser verso-uno das etern-iscências do absoluto que passeia lúdico no silêncio do tempo, ser-de fé a combinar, conjugar miríades de con-tingências das dialéticas das ipseidades e deidades da carne do amor verbalizando o corpo de todas as sensações voluptuosas de volúpias voláteis, ex-tases efêmeras, édendo do espírito, paraíso edêncio do ser, jardim divin-iético de "estrelinhas cadentes" a re-velarem a leveza do amor, suavidade do conúbio, simpleza do leito a receber, re-colher, a-colher a sensibilidade, espírito do sensível, sensível da espiritualidade nos recônditos abissais e abismáticos, onde o não-ser da vida busca a re-conciliação com a verdade das in-verdades, assim podendo, dons e talentos trans-cendentais de evangel-ência, vôos alçar ao longo, na long-itude, nas distâncias, nos horizontes e uni-versos dos confins e pre-fundas a luz branca sem raios e cintilâncias, sem brilhos e numi-nous, a pureza pura do puro purificando a pur-itude do há-de ser do amor-verdade nos ósculos do carinho e ternura para o abraço livre da liberdade de afagar no peito o tempo dos verbos plenos de perfeição e defect-itudes.



Leve-me para o orvalho da manhã, querida.
Leve-me para o orvalho da manhã, hoje.



Pensei ter visto no encontro das folhas das palmeiras nas alturas raios de lua perpassarem os espaços vazios. Pensei ter visto um coelho ziguezagueando no chão por entre os troncos de árvores. Era um gato com as tramóias para pegar a sua presa, um ratinho que ziguezagueava por entre as plantinhas.
Arco-íris de cores vivas. Cores diáfanas de vivos arco-íris. Luzes do tempo, acendidas nas pers de carícias, toques singelos, no corpo de sensações manifestantes, latentes e inauditas, son-ificando as fantasias, idílios do sonho, ascendidas nas pectivas de corpos que se comungaram plenamente, abraçados de singel-âncias osculam na plen-itude a essência do encontro.



Leve-me para o orvalho da manhã, benzinho.
Leve-me para o orvalho da manhã, hoje.



Manoel Ferreira Neto
(03 de setembro de 2016)


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