#AFORISMO 875/ IN-FINITIVO IN-FINITO DO SONO IN-AUDITO# GRAÇA FONTIS: PINTURA/ARTE ILUSTRATIVA Manoel Ferreira Neto: AFORISMO SARCÁSTICO



Honide... Honide...
Edên-icos... Hadên-icos
Quiçá o espírito maligno? Há-de se saber que o bem e o mal revezam-se, são "verso-uno", do mal ad-veio o bem, então diz-me ele que " Ao bem ad-virá o mal. Se se usar "hádico", sentir-se-á um arrepio ao assimilá-la", o que deveria à Língua?, crio-a e recrio-a a bel prazer, atendendo ao bom senso, a sonoridade agrada sobremodo, mas com atenuante, não ad-mitem mais re-criações, a que está imposta pode ser trabalhada com as regras e exceções. Creio ser momento propício para me retirar, não sem antes dizer: "E como é que fica: "Hádicos e edênicos ou Hadênicos e edênicos", em relação ao adjetivo de "Hades?".


Primeiro raio de sol, primeiro dia do ano. Distância... Distante, sentimentos, distante emoção, distante primeiro sonho de paz, esperança do belo em harmonia, sin-cronia com os ideais da verdade, sonho de outras idéias, pensamentos, outras atitudes e comportamentos.


Solidão. Silêncio. A língua espera o movimento de dizer palavra, som de idílios e quimeras do eterno, inaudito do amor e verbo de ser a plen-itude. Nada. Jaz solene no solo da boca, lábios contraídos.


Perquiro a razão da ironia e sarcasmo do primeiro parágrafo, se "hádico" ou "hadênico" o ajdetivo de "Hades", pois que mui ínfimo traduz as intenções, então servindo apenas como ornamento, mas perguntar-lhe-ia eu como ficaria a questão dos arrebiques. Se a língua acena tão solene às cositas presentes, significa que isto o que endossa é para nenhum século re-colher, a-colher e desmanchar, a tinta é eterna. "O adjetivo de "Hades" é "Eterno", eis a minha res-posta categórica."


Inverno... Abissais sensações perpassam o íntimo, frias con-templações da clarividência da alma sentindo no alvorecer sereno, tranquilo, ameno, nublado, as anunciações que inda efêmeras preencham as carências das chamas do fogo eterno do prazer e felicidade, quiçá à soleira da lareira... Vivaldi executando as Quatro Estações na guitarra solo do ser perpassando as lídices do tempo. Abismáticas sorrelfas do vale esplendendo de orvalhos matutinos, furtivos brilhos diáfanos que, incididos nas folhas das árvores, mostram a imagem trans-perpétua do espírito performando a volúpia da estesia, clímax da beleza, com o para-si dos verbos da contingência, efemérides do absoluto, solstícios do divino.


A vida se surpreende com a continuidade sem tempo, sem verbos, até mesmo sem os infinitivos do aqui e agora, das conjugações limítrofes entre o nada e o vazio, re-fletindo silenciosas as éresis da inspiração e da arte, a vida sem vida é sistere sem sistência, os caminhos bifurcam-se no instante-limite da egrégia travessia do nada para a con-templação da in-verdade que des-vela os precipícios da sublim-itude.


Ad-versos trans-versos de sonetos trans-cendentes prefigurando desejos da linguística a verbalizar ritmos e acordes do não-ser re-presentando no tabernáculo de contingentes efígies a melodia im-pretérita, a-presente, des-futura, pró-perpétua do sublime subjuntivo das buscas vivenciais e vivenciárias do inaudito.


Iríadas de mistérios. Éresis de enigmas.


Quem me dera agora, nesta tarde de clima frio, cabelos molhados de garoa, virasse-me às avessas, mostrasse, revelasse, a-nunciasse as primeiras plen-itudes do verbo-inverno, cujas temáticas e temas fossem o krishna da espiritualidade jubilando o espírito do tempo na suavidade, leveza da apoteose da vacuidade.


No inverno, a plen-itude
se esvaece nas templárias
tabacarias da arte
e sublimação da vida à lareira
de chamas ardentes
do início da genesis
do gozo lúdico esplendendo
miríades defectivas da liberdade,
alicerce para o perfume das flores
na primavera,
para a cog-itude, erg-itude,
seren-itude da alma -
espírito do in-finitivo in-finito
do sono pleno
de sonhos...


(#RIODEJANEIRO#, 17 DE JUNHO DE 2018)


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