#ENTRE LADRÕES E PERJUROS#🕵️‍♂️ GRAÇA FONTIS: PINTURA Manoel Ferreira Neto: POEMA




In-terditos re-versados de moléstias psíquicas,
Prefiro viver entre ladrões e perjuros,
Não trazem ouro na boca,
Não trazem diamantes na língua,
Entre linhas in-versadas de tramóias de
Intenções escusas da virtude,
Frases sinuosas, pensamentos distorcidos, idéias tortas,
Palavrinhas embriagadas de mentiras, hipocrisias,
Como fluem viçosas, afloram suaves
Até que todas, linha a linha,
Verbos defectivos a verbos defectivos, caóticas
Estejam aguilhoadas às correntes de fugas
Do tique-taque da morte,
E existem estirpes, laias que se comprazem com isso.


Pensar sozinho digo ser percuciente, digo ser sábio
Não puxo cordões, não alevanto porta-estandartes,
Em tempo algum, muito menos ao longo das circunstâncias,
Amaldiçoem-me, torçam-me o nariz adunco,
Como um crítico, espírito do subterrâneo,
Sempre a lavar ideias sujas.


Antigamente, via-se sem o lince do olhar
Quem desejava pensar, refletir, meditar, aspirava à sabedoria,
Os poetas contradiziam a verdade,
Escarravam nela,
Eram a credibilidade e força de seus ideais,
Sem o verso o ser humano era nada,
Sem as utopias era menos que puros instintos,
Por meio dos versos, endeusavam as esperanças e sonhos,
Hodiernamente, sente-se e contempla-se
Não há sentimentos, não há ideais,
Não há emoções, não há sensibilidade, não há "eu"
Indivíduos consagram o caos, o absurdo,
Cidadãos vangloriam Sodomas e Gomorras do nonsense
E orgulham-se com êxtases e volúpias
Dos vermes que são, vermes que comem a carne
Dos ideais e da liberdade,
Serão os deuses do eterno, do imortal
Diamantes que riscam a vida,
Cortam o ser,
Serão as luzes do Apocalipse.


#RIODEJANEIRO#, 02 DE MAIO DE 2019#

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