**AMO... VOCÊ DESDE A ETERNIDADE AO ETERNO** GRAÇA FONTIS: FOTO Manoel Ferreira Neto: PROSA POÉTICA




À amada e querida Esposa e Companheira das Artes, Graça Fontis, com muito amor e entrega.


Amo você desde a eternidade ao eterno.


Espelho a revelar a imagem de sentimentos que se entrelaçam nos ideais da poesia e da vida? Vazio cristalizado que traz em si espaço para se ir longe, distante, para a frente sem interrupção: o espelho é o espaço mais abismático, ver-se a si mesmo é supimpa, é fantástico, verem-se as dimensões da sensibilidade, da subjetividade, dos sonhos e desejos mais íntimos entrelaçados nas quimeras da alma é grandioso, é mágico. Do deserto voltaria vazio, do bosque voltaria nada, iluminado e em estado de quem vislumbra as coisas fora/dentro de mim, e com o mesmo silêncio de um espelho, a presença e a solidão de faces "inter-reveladas", o espelho é a luz do "nós".


Amo você desde a eternidade ao eterno.


Gotículas de verbos orvalhados do sublime respingando no tempo-ser do sentir a-nunciações da beleza do belo nos recônditos interstícios da alma, alvorecendo, no limiar dos sonhos e esperanças da verdade de con-templar o in-finito pleno de ritmos e melodias do cântico do Amor, a sin-fonia sin-crônica da felicidade seduzida pelo êxtase da alegria, querubins performando ao redor da lua o baile da espiritualidade.


Amo você desde a eternidade ao eterno.


É indizível, inexprimível o silêncio sem cores. Mister sentir, con-sentir a irascível ausência de cor de um espelho para poder re-criá-lo, reiventá-lo, só o espelho vazio é que é vivo. É semente viva na sua qualidade de reflexão levíssima do nós de imagens da comunhão e da adesão aos desejos mais íntimos refletidas, é corda de violoncelo, corda tensa que quando é tangida emite eletricidade pura, sem melodia. Quem sente na sua imagem e de seu amado(a), companheiro(a) refletida no espelho compreende o denso chão da arte e da vida há-de se trilhar, percebe o som dos desejos das esperanças, as cores e imagens das utopias, percebe o "nós" dos versos e da lírica do amor e entrega.


Amo você desde a eternidade ao eterno.


Lâminas de águas in-fin-itivas afiando de esplendor e maravilha as fontes uni-versais do há-de ser a conjugação da compl-etude do "nós" e a perfe-ctude da vida e do ser, conjugação regenciada de ternura, afeição, afeto, sin-estesiando o pleno com as cores do arco-iris, linguística e semântica do espírito-metáfora da verdade-amor, estilística da epígrafe régia escrita nas estrelas dos sentimentos e emoções.


Amo você desde a eternidade ao eterno.


Passeando na neve, luzes veladas e enveladas, con-templando os abismos mais recônditos da alma, vislumbrando a-nunciações de in-auditos sentimentos inda por serem re-velados, aperfeiçoando-lhes as bordas com mais carinho e afeição, às quiças do pleno e do universal, no mundo, à luz das estações do verbo e do tempo, verdadeiro, puro, meigo, desde à eternidade ao eterno o sublime divinal do Ser, sonho que trans-cende todos os horizontes do perpétuo e do perene.


Amo você desde a eternidade ao eterno.


Uma palavra tão simples, com três letrinhas, que trans-eleva a vida aos auspícios de todas as plen-itudes, de todas as divin-itudes: "Amo", e todos os verbos que habitam o ser se mostram trans-parentes, fonte luminosa do Verso-Uno da Esperança, viçosos para conjugá-los à luz do tempo e dos ventos, do "eu" e do "tu" performando a imagem do nós.


Amo você desde a eternidade ao eterno.


#RIODEJANEIRO#, 09 DE MAIO DE 2019#

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