ANA JÚLIA MACHADO ESCRITORA POETISA E CRÍTICA LITERÁRIA ENSAIA A FILOSOFIA DA ESTÉTICA NA PROSA #ADVIR





No texto intrincado do escritor Manoel Ferreira Neto ADVIR-DOS-VENTOS-QUE-SIBILAM-ONDAS-MUSICAIS- NA-SELVA-DE-PALAVRAS…penso eu que baseia-se muito no campo da subjetividade…onde o termo imaginar é constantemente utilizado…onde o concreto é uma incógnita.


Para o analisar baseei-me no filósofo Kant famoso na história da filosofia por ser o grande conhecedor pela deslocação do imo do entendimento filosófico da exigência do propósito para o egocêntrico e, no interior disso, indagar a inteligência dos términos da subjectividade do homem.


Para Kant, o raciocínio humano abrange três reflexões: aquilo que eu posso saber, aquilo que eu posso compor e o que eu posso aguardar. Esse é o fio guia que ele usa para estudar o homem, dentro das suas três obras mais conhecidas: Crítica da Razão Pura, Crítica da Razão Prática e Crítica da Faculdade de Julgar. Nas duas primeiras, Kant conclui uma correção entre a argumentação do saber utopista (científico) e o saber pragmático.


Kant foi figura de uma vida muito restrita e iniciou a redigir suas grandes obras muito tarde, já aos 60 anos. Carregou uma vida muito problemática, de muito método e devota apenas ao entendimento.


A filosofia kantiana, do ponto de vista memorável, é sucessora do Iluminismo e a racionalidade de seu entendimento expressa-se particularmente na locução crítica. Esse termo não deve ser aqui percebido como no sentido comum de algo proibitivo, mas endereça ao sentido referencial grego da arte de avaliar ou deliberar o pertinente lugar de alguma matéria. É assim que Kant permite-se ao fazer a análise – ou seja, deliberar os términos – da razão pura, da razão prática e da inerente capacidade de avaliar.


Foi Kant quem instituiu a crítica dentro da filosofia, no século 18. Posteriormente a ele, não existe mais filosofia que não satirize os seus desígnios. Por isso se diz que, após a crítica de
Kant aos aspectos de superior dimensão no plano ideólogo, pragmático e belo, a filosofia não mais alcançou livrar-se disso.


Para Kant, a exercitação da crítica abranger afoitar- no intelecto e actuar de concordância com o Iluminismo: caminho que o homem carece seguir para instruir-se a si próprio e sair da minoria Além disso, a crítica frui seu local e instante para ser consumada. Mas não deixa de ser uma acção a ser conduzida para a frente pelo homem.


A Crítica da Razão Pura fala particularmente da noção do aceitar ou receber bem em afinidade ao homem. Ou seja, de que forma nós entendemos o universo e como ele nos estabelece. Para isso, o conhecimento humano deve se alicerçar em um saber do pressuposto consistente e .que não deixe hesitações, pois só é exequível compreender da natureza aquilo que é ecuménico e duradouro


Aqui surge a célebre distinção entre o facto (como a forma tal qual o objeto surge para os sentidos) e a matéria em si. O que importa para Kant é como nós capturamos o facto, o que tem a ver com o instinto, isto é, a forma como algo perturba a intelecção e os sentidos. Contudo, o facto ostenta-se constantemente confusamente e nós somos os culpados por ordená-lo em espécies que nos facultam reconhecer a coisa. Os instintos aliados a esses juízos à priori facultam-nos tocar a erudição, que, além disso, é circundada pela fantasia.
Em Crítica da Razão Prática, Kant encara que o homem não se apraz com o saber e que vai em demanda da prática. Nesse meio emerge a lógica entre o conhecimento ideólogo e a carência de operar no universo e a ética, logo, sucede como um orientador seguro da existência prática.


A Crítica da Faculdade de Julgar é rigorosamente a união do sensitivo com o intelectivo. Ao meditar o homem como um todo, Kant regressa à proveniência do sujeito idóneo de satirizar e, ao mesmo tempo, executa uma sinopse entre as outras críticas.
Leva-me a crer… sei se certa ou não, que este texto do escritor se baseia muito na Crítica da Razão Pura: Crítica da Razão Prática e por último a Crítica da Faculdade de Julgar…Julgo em todo o texto estar lá o juízo que se faz das coisas, o homem em não se contentar com o saber e diligenciar a prática e o homem que igualmente fantasia.


Aqui temos um caso bem patente da imaginação quando o escritor verbaliza: “Enigmas da natureza,
Escuto o inverno desobstruir caminho por dentro das locuções
Adornadas de abstrações e figuras,
Sinto a selva inspirar a marejada do oceano
No alvejar de névoa a agasalhar o universo das lágrimas…..”


Ana Júlia Machado
Boa tarde e beijinhos a ambos e um especial da netinha.


Seria trair a fidelidade à intenção sendo o verbo das idéias, pensamentos, dizer que não me inspirei em Kant, como tão bem você verbaliza no corpo de todo o seu ensaio sobre a minha prosa, provas e demonstrações estão inteiras no texto. Enquanto escrevia sempre a presença de medo de não saber poemar a filosofia dele, cair na mediocridade e mesquinharia, doutos e mestres criticarem a adulteração das idéias e princípios do Iluminismo, ainda a ousadia de re-criar certos dimensões da filosofia kantiana no âmbito da Filosofia da Estética Kantiana, mas coloquei a liberdade e a coragem frente as críticas e análises.


Lendo esta crítica, a todo instante reportava-me ao meu texto, nos instantes da criação, o que sentia de medo, e você tão magistralmente descreve todo o processo de minha criação da estética, não haver dúvida de que o eidos de minha obra é a consciência-estética-ética. E neste excerto de demonstração da filosofia kantiana, "no intelecto e actuar de concordância com o Iluminismo: caminho que o homem carece seguir para instruir-se a si próprio e sair da minoria. Além disso, a crítica frui seu local e instante para ser consumada. Mas não deixa de ser uma acção a ser conduzida para a frente pelo homem.", pude sentir sob que perspectiva con-templo o intelecto e a estética na elaboração poética e prosaica das contingências existenciais, não diria "carência", mas o sentimento de ausência, o intelecto e as artes representam de concordância com o Existencialismo e com o Iluminismo: sentia profundo a presença desta ausência de instruir-me a mim próprio e ser consciência-estética-ética, e imortalizar-me.


Transparente o seu conduzir do processo de minha criação fundada na intenção que fora a filosofia kantiana, como conduzo o intelecto e a estética . Desvendou você no interdito inúmeras sendas e veredas de meu criatividade atrelada às idéias literárias, poéticas, filosóficas, musicais, à erudição. Magnífico o ensaio, esplendido, só você mesma para mergulhar o vazio da rede e trazer à tona as piraúnas do sabor das utopias, e isto só no alto mar dos questionamentos e das quimeras possível de ser pescado.


Efetivamente, este ensaio seu será objeto de muitas leituras e buscas de mergulhar profundo na estética dos sonhos e utopias.


Manoel Ferreira Neto
Beijos a você e à nossa netinha Aninha Ricardo.


#ADVIR-DOS-VENTOS-QUE-SIBILAM-ONDAS-MUSICAIS- NA-SELVA-DE-PALAVRAS#
GRAÇA FONTIS: PINTURA
Manoel Ferreira Neto: PROSA


Imagine baile de verbos na constelação das estrelas incidindo de brilhos o infinito, re-verberando as conjugações dos "eus" que habitam os interstícios da alma, as regências das accepções das estepes do lobo que uiva na colina de utopias e desejos, ao redor da lua conjugação regenciada de temas e temáticas da felicidade, da alegria.


Imagine ondas musicais recomeçarem na densa selva de palavras, envolvendo espessamente o que sinto, o que penso, o pensar-sentir de minhas in-vestigações do nada despetalando as estesias da flor-de-versos e exalando o perfume da lua enamorada das constelações, e trans-formam as coisas em mim residem em nada que fica fora de mim. Imagine iniciar-se um som de lado, como o violino que atravessa as ondas musicais sem tremelicar, repetindo-se vezes tantas que termina por fazer os pingos de chuva bailarem no ar.


Imagine sinfonia de cânticos no uni-verso da eternidade banhando de ritmos e melodias o tempo, seivando de musicalidade e acordes o ser nas asas do ad-vir dos ventos que sibilam compl-etude, êxtase, prazer.


Meu vigor está na solidão das notas musicais,
Está no silêncio das melodies do tempo e dos ventos,
Está no vazio de sons que artificiam esperanças,
Está na nonada das palavras a artificiarem as travessias,
Se eu fosse músico
E você, o violão,
Qual seria a lírica de nossos sonhos de compl-etude?
Nada temo de raios, trovões, chuvas torrenciais,
Nem de grandes ondas marítimas
A inundarem ruas e avenidas,
Pois eu sou a prímula onde estão envelados os
Mistérios da natureza,
Ouço o inverno abrir caminho por dentro das palavras
Ornamentadas de metafísicas e metáforas,
Sinto o bosque inalar a maresia do mar
No alvorecer de neblina a cobrir o uni-verso das águas.


Imagine ópera de numinâncias do sol esplendendo miríades de raios ao longo do espaço celeste, in-finito e horizontes longínquos re-fletindo a espiritualidade do amar-verbo de ser o verso-uno do sublime.


Imagine o amor e o verbo de amar passeando livres, felizes na selva de orquídeas brancas e flores de cactus desérticos, o alvorecer de primeiras luzes e raios de sol, cântico de pássaros, aquela neblina por cima das águas do mar.


Imagine a ampulheta re-versando o tempo de utopias da verdade, in-versando o ser das liberdades adjuntas aos ideais, ad-versando as con-tingências do eterno e do efêmero.


#RIODEJANEIRO#, 08 DE MAIO DE 2019#

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