VÁRZEAS DA COMPL-ETUDE# GRAÇA FONTIS: PINTURA Manoel Ferreira Neto: POEMA
Passarinhos
do céu, brisas da mata, patativas saudosas dos coqueiros, ventos da várzea,
fontes do deserto!...
Coração de
ouro e diamante...
Você acaso
possui um retrato meu
De quando
tinha 63 anos?
Reverbero-te
em brilhos e imagens,
Defronte a
espelhos,
Sem eco de
cavernas ou de maquinés grutas…
Ausências e
carências
Oferece às
vinhas das quimeras e às abelhas dos sonhos
Melífluos
ex-tases,
Que em
tempo, aroma e versos metamorfoseiam,
Finas
músicas broslando
As alfaias
das capelas, das igrejinhas
Todos os
sonhos simbólicos e expressionistas
Deslizando
pela areia da orla marítima,
Pelas pedras
sarapalhadas
Nas estradas
estreitas do bosque.
Volos dos
ideais,
Voluptuosidades
silvas do in-finito,
In-fin-itivos
os sons dos silvos múltiplos e ad-versos
Do apogeu da
compl-etude
Em cujas
asas do verbo os desejos
In-fin-itivam
a línguística da verdade
Agora
in-fin-itivar in-finitos
no mais
re-côndito da alma,
sentir a
verbalização de sentimentos outros
que se
a-nunciam plenos,
sentir-lhes
voando,
esvoaçando
ao redor do universo dos desejos,
utopias,
eivando a
ec-sistência de quimeras do sublime,
fantasias do
puro,
na
per-formance da dança das dimensões
sensíveis
das utopias do belo estar
nad-ersificando
emoções da liberdade entrelaçadas
com as
inspirações, na estesia dos passos sin-crônicos, harmônicos, sin-tônicos com o
espírito do tempo estar nad-versejando sensações leves do ser,
alfim a
sin-fonia sin-estética do espírito.
Sou quem,
com toda a liberdade, decide,
como São
João da Cruz,
mas sem
misticismo,
nunca fazer
nada
para “nada
ser em nada”,
ser
livremente.
Agora
sensibilizar a "anima" de inspirações leves, suaves, tranquilas,
serenas de versos e estrofes que inscrevem no tabernáculo do templo a vida do
espírito, qual as mulheres quando acariciam o ventre onde trazem a vida a ser
dada a luz, sentem o além, o infinito, o uni-verso, horizonte sil-esiado de
muitos sonhos...
Esias de
silêncio...
Comprometo-me
ao extremo,
Combino
encontros a que nunca comparecerei,
Pronuncio
palavras vãs, e dos vãos das metáforas
Minto
dizendo: "Até de repente...",
Pois não há
"de repente"...
A boca
distingue, escolhe, julga, absorve,
Passa um
arrepio de violino ou vento. Não é a morte...
A língua
produz notas, artificia melodies do espírito,
Produz sons,
palavras sobrevoam o tempo... É a vida...
No espelho,
as ondas de som do silêncio desfilam,
Tocando-o,
nas paredes deslizam,
Instante
final, antes e depois de hoje,
Contínua
vida incansável,
Onde não há
pausas,
Síncopes,
sonos,
Tão macio na
noite é o sono,
em cujos
interstícios, sem mistificação, voo...
O sol
raiava, era inverno, no inverno o raiar do sol é sempre diferente. Tudo era
festa em volta de minha casa. Cantava o pintassilgo na gaiola – no campo, o
mugido das vacas misturava-se ao relincho das éguas no pasto que corriam de
crinas soltas, aspirando o frescor da manhã. O sol brilha, é outono-inverno,
todas as coisas da ilha maresiam de esp´ranças em liberdade de sentires e
pensares a epiderme da alma.
#RIODEJANEIRO#,
07 DE MAIO DE 2019#

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