ATÉ-QUEM-A-VERDADE-DOS-MISTÉRIOS# GRAÇA FONTIS: PINTURA Manoel Ferreira Netto: POEMA




"Quando o longo voo por sobre florestas, abismos, mares e desertos?" Quando o sereno pouso nas várzeas, bosques, mangues, praias? A insustentável leveza do ser re-festelar-se na gangorra, suspensa na galha da mangabeira? Até-ser-quem-anda-pelos-chãos-de-pedras, não me esquecendo de que o homem é o único animal que tropeça nas pedras duas vezes, tropeça-se em si mesmo por falta de utopias e sorrelfas à procura da Consciência.


Até-quem-a-Verdade-dos-mistérios,
Até-quem-a-Literdade-dos-mitos-e-mitologias
- não haverá quem, a eternidade do homem
perpassará todos os tempos.
Havendo quem o faça,
um sábio,
um gênio,
sabem eles que os homens
não ec-sistirão mais, nada mais ec-sistirá.


Uni-versos límpidos, transparentes,
abertos à distância, banhados pelos raios de sol.
Desejos, eivados de êxtases, volúpias, clímaces,
solen-itudes, ainda que a-nunciadas efêmeras,
seren-itudes, ainda que sarapalhadas
no uni-verso do espaço;


Abstratos sentimentos de verbos da verdade. Concretos pensamentos e ideias de liberdades do silêncio e algazarra, sensações, intuições, percepções da solidão e felicidade do ser-quem, ad-vindo do "quem-ser?", atitudes, responsabilidade, ação, os horizontes abertos, caminhos de amanhã. Re-près-ente em palavras quotidianas, dizem metáforas, cujos questionamentos se reduzem à história, idéias, pensamentos, formas e estilos, linguagem, descrição minuciosa da realidade de tempos, não esquecer de ser-quem é uma escolha, destino a ser traçado, a liberdade ser o que abre leques para outras andanças.


Na amplidão de longínquos pretéritos presentes na memória,
o prazer de re-versos desejos,
o clímax de in-versas vontades,
a extasia de ad-versas visões-do-espírito.


Ser "sangue" e pulsação da vontade de entrega, a entrega desperta o verso-uno da vida, o outro é complemento, com-pletude, das buscas e querências a miríade de luz de minh´alma resplende de nonadas a luz das travessias, assim vou perfilando ou performando as poeiras das estradas à luz do picadeiro de gargalhadas, do palco de desejâncias da leveza do ser.


Libertas. Quae sera tamen.
O "ainda que tardia" conceitua e define
apenas as á-gonias e náuseas da morte,
da continuidade do tempo e das vontades
de expressar o "quem-ser",
com os pés unidos com a entrega a outros
con-{tin}-entes dos olhares e visões
do mundo e terra,
verso-uno do estar-no-mundo
construindo a id-ent-idade-no- mundo.


Genitivos às cavalitas de equilíbrio no trapézio das decisões e consequências, outros desejos, outras vontades, outros pro-jetos. A dialéctica põe em cena, re-presenta, {aprés}-{-ent}-a a con-tinu-idade das visões-de-vida hoje, o fazer-se con-tinua-mente nas sinuosidades dos sonhos e verbos.


Manhã de domingo nublado. O verbo do tempo con-juga-se na ampulheta das utopias, no catavento da liberdade dos pro-jectos e intenções do eterno. Os ventos do verbo comungam da esperança os olhares a poética do espaço, do sonho a con-templar a perfecção da natureza e do uni-verso.


O verbo (o fiat),
pelo qual todas as coisas ideais
do arquétipo da intenção estética é res-ponsabilidade da
humanidade para atingir pela sensibilidade o ser da Arte.


O homem se relaciona com o real, representa o real no tocante ao seu ser.


#RIODEJANEIRO#, 06 DE MAIO DE 2019#

Comentários