#DA GNOSE DE REFLETIR O FROUXEL DA VIDA# GRAÇA FONTIS: PINTURA Manoel Ferreira Neto: PROSA




#Sou apaixonado pelo canto da coruja, por palavras, música e por pessoas verdadeiras e sensíveis#(Manoel Ferreira Neto)


No canto da coruja, ritmo, melodia, acorde e notas da gnose de re-fletir o frouxel da vida, que é isto de ser nada e sentir pleno.


O frêmito da hora, a todo espaço, os raios de sol oscilam às vagas das árvores, os brilhos se multiplicam nas frinchas, as sombras se refletem no solo de vegetação rasteira.


A verbalização do in-audito e in-cognoscível dos mistérios do ser, enigmas do tempo e da in-consciência, memórias, faz-se no labor do mais sagrado, na silenciosa e inalterada vontade, aliciando as imagens das coisas mais elevadas. A verbalização do inter-dito do in-audível faz-se nos arrebiques de todas as visões para além de todos os eitos celestiais, frouxel de enlevos e contornos até às raízes do coração.


O presente é a tangente que toca em um ponto o círculo do tempo. Esse ponto não gira com o círculo, mas permanece, e isso significa: eterno presente ou eterno meio-dia. O problema é que olhamos o círculo que gira eternamente, e não o ponto permanente do contato com a tangente, embora só possamos perceber esse giro em contraste com o ponto que permanece.


Aquele que olha para trás percebe que foi nesse instante nevrálgico que teve a oportunidade de deixar o pensamento linear e de aceitar a colisão, dispondo ao que é intrínseco à natureza humana, vale dizer: a transformação, o processo de tornar-se, do vir a ser.


Assim é todo o conhecimento e sabedoria que, nalgum dia, darão a luz à verdade, outras nuanças das utopias do eterno e imortal.


#RIODEJANEIRO#, 07 DE MAIO DE 2019#

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