#MÚSICA E PALAVRAS DE CONCHINHA COM AS PALMAS D´ASTROS# GRAÇA FONTIS: PINTURA Manoel Ferreira Neto: POEMA




"Ser "música" e "palavras" de conchinha
Com as palmas d´astros."(Manoel Ferreira Neto)


"O silêncio deste quarto
Em momentos eloquentes
De desejos plenos de amor
Quando em sonhos
Entrelaçados
caminham
Dentre flores, sobre águas
E voam rumo às estrelas,
À lua num mundo de poesia.


A aurora vem surgindo
Um canto de pássaros
Acorda o sono mais profundo
Quando um pequeno raio de luz
Força entrada pela fresta da janela
Deitando seu terno calor
Na pele alva e mais singela
Daquela em cujos fortes braços
Espreguiçava. ..
Num bocejo de noite mais bela."


Libertas
Lácios de sínteses, sidos e havidos,
Passados, gerúndios, particípios,
síncopes,
Pretéritos à luz de dúvidas, incertezas, medos
In-fin-itivos aos quiçás de inseguranças, tristezas, angústias
Ontens musicalizavam de livres-arbitrários
Horizontes estendidos ao longo de alvoreceres,
Ilusões, fantasias, quimeras, imaginações férteis,
A alma alçava vôos rasantes por sobre
Campinas, chapadões, re-colhendo, a-colhendo
Da paisagem, panorama, húmus e sementes
De imagens para alimentar desejos de verdades,
Amor eivados da essência do pleno,
Ao entardecer, retornava à caverna de suas re-flexões,
"Quando o longo vôo por sobre florestas, abismos,
Mares e desertos?"
Uni-versos límpidos, transparentes, abertos à distância,
Banhados pelos raios de sol,
Desejos, eivados de êxtases, volúpias, clímaces,
Solen-itudes, ainda que a-nunciadas efêmeras,
Seren-itudes, ainda que sarapalhadas no uni-verso do espaço
Plen-itudes ainda que esparramadas na vasta terra
Crepúsculo de contingências da solidão
incondicional entre o sentimento
da a-nunciação do desejo e a emoção
frígida da nonada habitando profundo
a sorrelfa do paraíso perdido,


o sol também acorda,
levanta, brilha,
após dormir de conchinha com a lua,
soninho gostoso, soninho de felicidade, alegria,
soninho de prazer, gozo, leve como a pluma
da leveza, como a insustentável leveza do ser,
como a maravilhosa humanidade do ser.
Pre-[s]-entes em versos dia-silábicos,
Recitavam cânticos,
Cujas notas e ritmos eram colhidos
Nas miríades pectivas do ser além-etern-itudes,
voz glacial,
solitários dons se aguçam,
arte subtil de transformar
ventos de inverno em
flocos de neve...
Além-in-fin-itudes, além-con-tingência,
silêncio re-fletido atrás do espelho da solidão,
a imagem límpida de perspectivas re-velada
nos auspícios da luz, ribalta do absoluto,
tablado do vazio, camarim de travessias,
cores e arte fazem a face simples
da nobre imortalidade, da fausta etern-idade
das desejâncias dos nentes e do sublime,
e seguir sempre as estradinhas
da serra de orquídeas brancas.
Abstratos sentimentos de verbos da verdade,
Solidão,
Angústia,
Tristeza,
Desespero,
Desolação,
Desconsolo,
Medos,
Sibilos da morte na caverna das sil-esias a-temporais
Transpassavam-me os ouvidos, delírio, delíquos insones,
Sussurros do nada no precipício dos solipsismos in-temporais
Vagavam, perambulavam, deambulavam insolentes
Pelos cofres da alma, alvoraçando o desconhecido, o inaudito,
Devaneios, idílios,
Nonadas de sensações adstritas ao vazio, ao vácuo...


Livre-arbitrio:
Farsa,
Falsidade,
Hipocrisia,
Simulação,
Dissimulação,
Mentira,
Aparência...


Vazio
A-nunciação da plen-itude,
Re-velação da ampl-itude,
Liberdade,
Desprovida, destituída de livres-arbitrários,
Amor e Verdade
Conferem status ao eidos de o "Ser"
Ser "carne" e "verbo" do Eterno,
Ser "música" e "palavras" de conchinha
Com as palmas d´astros.


#RIODEJANEIRO#, 06 DE MAIO DE 2019#

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