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**BANQUETE DE CHURRASCO REGADO A VINHO** - Manoel Ferreira

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Vagas sorrelfas de idílios compactos à luz da neblina que cobre a superfície do abismo, qualquer fantasia de pensar e sentir a sua proximidade esvaecida por algum tempo e qualquer pensamento sobre o que além de onde a neblina pode ter pés está desde antemãos às revezes é invisível, vagos idílios de sorrelfas ads-tringentes às asas da águia que mudou o seu caminho, segue a sensibilidade a outras quimeras do longínquo e distante, mas pousada nalguma doca esplenderá seu olhar à imensidão do mar por onde sobrevoou inumeras vezes, sonhos e esperanças outros, perpassando longínquos e distante é a sua mística jornada, mas nalgum dia desaparecerá na neblina, mas atrás tudo se tornou lenda, mito, causos dela, a sendeira do infinito... Interessante a coruja cantar nalguma galha de árvore pela noite e madrugada a fora, e durante o dia a águia sobrevoa os lugares da terra e do mundo, sempre adiante, adiante, e avançando segue. Sem pensamentos, sem idéias, sem ideais, perscrutando o mar e...

**DE PRETÉRITOS AD-JACENTES**

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Caos na metafísica do inferno. Inferno na metafísica do caos. Metafísica no inferno do caos. Só, solidão, sozinho andando por entre os homens. Por um lado, isto é o que é, por outro é a terra. Terra de vazios, terra de nadas, terra de cinzas.Inverno, templo nublado, frio à luz do espírito, o além re-vestido de sonhos, utopias do trans-cendente pre-figurando os lírios do campo, re-presentando o éden de sorrelfas - inspiração, sensibilidade, verbo da plen-ítude compondo desejos do ad-vir - na alma perpassam angústias, tristezas, desconsolo, desolação. Inter-ditos da morte E o des-conhecido de morrer Náuseas da verdade absoluta Perspectiva que é continuidade no tempo Verbo da plen-itude, compndo desejos do ad-vir. Amanhã será o ontem de hoje, ontem será o hoje de amanhã, hoje será o ontem de amanhã? Nada. Nonada, Instante-limite. Travessia. A revelação do porvir é impossível porque a alma vagueia na lua cheia, pervaga nas trevas, quiçá medievais, de p...

**SARAPALHAS MEIGUICES DO INFERNO** - Manoel Ferreira

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Sentimentos afluem livres, tranquilos, à mercê das dimensões sensíveis, sarapalhas meiguices do inferno, ode aos valores que eternizam, sátiras às in-verdades e mentiras que glorificam as exegéticas heresias da con-tingência e das facticidades dos verbos, tributos às hipocrisias e falsidades que saciam a fome e sede da solidão, cristalizando o não-ser, o que é a eternidade senão ilusões e paixões desvairadas, alucinadas e alucinógenas. Obtusas sorrelfas de compactas glórias, volúveis quimeras de ínfimos poderes, valáteis fantasias de pequenos conúbios entre sonhos e desejâncias, egrégias efígies ornamentam templos de falácias e verborréias, atras das constelações a imagem suprema de infivinito resplendor re-fletida, às ad-jacências do crepúsculo , mistério do outro lado do perpétuo. Bertas turpa clara rila Bone mora sen dasfera Nacli suna, sora culo In-auditas idéias re-criam de in-versas mentiras das in-verdades as miríades de luzes resplendo lâmina...
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COMENTÁRIO POÉTICA DA ESCRITORA, POETISA E AMIGA MARIA FERNANDES AO TEXTO /**SARAPALHAS CAIPIRAS DO ETERNO**/ SARAPALHAS CAIPIRAS DO ETERNO Manoel Ferreira Neto O simbolismo e a magia do número 7! O tempo passa em ciclos,: enigmas, solidão e mistérios, tudo envolto nas contingências da Vida e do SER. Excelente, poeta Manoel Ferreira Neto. Maria Fernandes O traçado do Amor Sete traços tinha a traça Sete cheios tinha a linha Sete laçadas nos dedos Na trama de amor em renda Que me laçaste à tardinha. Não me enleies meu amor Com teus brancos e escuros Quero ver traçado aberto Conhecer o caminho certo Que teu abraço adivinha. Sete eram as encruzilhadas Que encontraste no caminho Venceste-as com tua boca Em beijo que me sufoca Desvendando traçado da linha. MIFC SARAPALHAS CAIPIRAS DO ETERNO Epígrafé: Tine rara kata tera. Rana pira sole tara P...

**SARAPALHAS CAIPIRAS DO ETERNO** - Manoel Ferreira

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Epígrafé: Tine rara kata tera. Rana pira sole tara Pora dima yala pena Mana dia kora grafe. Abismos, montanhas, vales Verdades, absolutos, sonhos Utopias, desejos, esperanças, Enigmas, mistérios, solidão Sete abismos perpetuados por sibilos que trans-elevam sons aos auspícios do infinito. Sete montanhas cobertas de neblina, de neve, de orvalho, de "securas" são objetos de con-templ-ação e reverência pela beleza que representam, Sete vales em cujas veredas pastores conduzem ovelhas, boiadeiros conduzem o gado, simples, humildes, a vida é-lhes o verbo da sensibilidade. Sete verdades professam e declamam em cânticos e versos a plen-itude do in-fin-itivo. Sete absolutos preenchem as vacuidades da alma que perscruta os idílios e quimeras da morte, símbolo de felicidade perene, signo de alegria divina. Se sonhos da beleza do belo, pura sin-cronia entre o onírico e a vigília, entre os éritos inconscientes e iríasis da sensibilidade, eva...

ABAIXO O PRECONCEITO!!! - Manoel Ferreira

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O que é o preconceito! Meu Deus... Quem nasce em São Paulo, Capital, é "paulistano", quem nasce no Estado de São Paulo é "paulista". Quem nasce no Rio de Janeiro, Capital, é "carioca", quem nasce no Estado do Rio de Janeiro é "fluminense". Jamais vi paulistas, paulistanos, cariocas, fluminenses ficarem insatisfeitos, com raiva destas designações. Ao contrário, sentem-se orgulhosos. Em Minas Gerais, não importa onde se tenha nascido, na capital, no Estado, somos mineiros. À guisa de uma comparação, criei isto: quem nasce em Belo Horizonte, Capital de Minas Gerais, é mineiro, quem nasce no Estado de Minas Gerais é "caipira". O caipira, para nós, mineiros, é a pessoa simples, humilde, geralmente do campo. Os mineiros são preconceituosos quanto ao caipira: são pessoas analfabetas, chucras, sem cultura alguma, Zé Ninguém. O mineiro está muito equivocado quanto a isso: são pessoas sensíveis, inteligentes, podem não ter estudado, r...

COMENTÁRIO CRÍTICO DA ARTISTA-PLÁSTICA(PINTORA) E POETISA Graça Fontis SOBRE O POEMA /**SARAPALHAS**/

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SARAPALHAS Manoel Ferreira Neto. Belíssimo texto! Esse deslumbramento repleto de sensibilidade sob o cintilar de lua e estrelas percorrendo através de mudanças sistemáticas das letras como um todo feito um rio transbordando misto de alegrias nostálgicas mas também sonhos e felicidades,assim deixando-se levar na correnteza da vida para desaguar numa serenidade plena do ser. Acho e sinto ser essa a proposta aqui presente Prbns.sempre Poeta! Graça Fontis Acabei de tecer um comentário analítico sobre o seu poema PENSAMENTOS e a imagem, que é uma peça de sua produção artística, a sin-cronia, harmonia do poema e da imagem, dizendo que você, Graça Fontis, tem o dom de tornar imagem um poema, um texto prosaico. Pois bem... Acabei de dizer e você confirma as minhas palavras: Sarapalha é metáfora de folhas secas sopradas pelo vento, aqui sob a luz das estrelas e da lua, e você intuiu e percebeu com perfeição que sensivelmente criei a imagem destas folha...