#TECLADOS DE INAUDITOS# GRAÇA FONTIS: PINTURA Manoel Ferreira Neto/GRAÇA FONTIS: POEMA
Céleres
vertentes circunspectivando diademas,
Falácias,
verborréias,
Do tempo
que, no abismo, ascende os ventos
À superfície
de campinas verdes
Às nuvens
brancas
Que deslizam
no celeste espaço
Da soleira
da montanha,
Banhada das
águas marítimas,
sentimentos
vazios de nada,
emoções
desconexas de sentido;
alumbrar
quimeras e
ilusões
antes que a
consumação
dos tempos patenteie-se
antes que as
últimas
quimeras esvaeçam-se
vogando
dispersas no
espaço
invisível,
Assim os
brilhos dos diademas conciliados aos de
campinas
verdes
esplendem
enigmas e mistérios,
salpicando
as paredes da caverna
de pontos
luminosos,
onde,
inconteste, o silêncio reside,
nos
interstícios da alma
a presença
de íntimas perquirições
a
investigarem
primevos
preâmbulos das fantasias,
se até as
areias da ampulheta
passam
serenas,
passam os
prazeres obtusos
do ter e
ser;
Imagino as
fantasias tornando-se sêmens
de sonhos,
verbos das utopias
iluminando a
liberdade
para a visão
da luz
eivada de
dons, talentos,
que
artificia com sua arte natural
de despertar
o que há de inédito
nos
recônditos da inconsciência
nas grutas
do medo,
ausência de
coragem,
e alicia,
bolina, assedia
as vozes a
recitarem, declamarem
as
inquietações, indefinições, incertezas,
ansiando por
recriar
o que de
delírios, devaneios
foram
deixados ao léu,
cais para
outras reflexões,
sim,
luzidíssimas fantasias no mundo
em que
caímos
sutis e
suaves,
sorrindo nas
benevolências,
no teclado
das possibilidades
possíveis e
proveitosas
na extensão
do bem
rumo à
felicidade, mesmo que neste repertório
haja
impossibilidades e fatalidades,
feias ou
disformes
no mesmo ar
tênue e efêmero
do qual
somos prisioneiros.
#RIODEJANEIRO#,
10 DE MARÇO DE 2019#

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