**O DIAMANTE RISCA NO HORIZONTE...** GRAÇA FONTIS: PINTURA Manoel Ferreira Neto: PROSA E POESIA
Sonhos de
liberdade em olhos de brilho intenso,
liberdade de
alçar vôos,
sobrevoando
o in-finito, longínquo,
distante,
visões de
horizonte límpido na distância,
prazer de
sentir eflúvios do vento,
alegria de
con-templar o panorama
dos campos
de flores silvestres,
a-nunciadas
retinas
vislumbram
desejos de amplitude e nitidez
de
pers-pectivas solenes,
esplendentes,
resplandecentes,
a cobrirem o
vazio.
De soslaio,
o silêncio mergulha infinitos em uni-versos,
ângulos
soltos na luminosidade,
raios de sol
incidem horizontes
em verbo de
pretéritos imperfeitos.
Uni-versos
de sentimentos de amor e ternura,
(Minh´alma
há de sair
versando
vozes em pleno azul celeste,
tecendo na
nudez de paisagens
o sono de
silvestres eternos,
o sonho de
verdejantes efêmeros),
abrem de
outrora
a alegria de
êxtases de vontades
longínquas e
perdidas,
a nostalgia
alça vôos
crepusculares
e milenares.
A alma
sedenta de emoções outras
silencia
dores,
sofrimentos
calados
re-fletem no
espaço nuvens,
níveo
sudário agasalha
a
mel-ancolia do espírito,
debaixo do
sol,
re-criando o
mundo de páginas literárias,
criando o
ser de metáforas,
símbolos,
signos
poiéticos,
inventando
defectivos verbos
para
transcender a contingência,
o amor
cultivado em benditos contornos.
Fumaças de
quimeras,
fantasias
con-templadas
comungam
solidões seculares,
medos
milenares de esquecimentos
de pleno e
eterno
em dias
ensimesmados,
em horas de
etéreas linhas
o diamante
risca no horizonte
o efêmero,
os pingos da
chuva deslizam
na vidraça
do paráclito templo
das
vigílias,
o coração
pulsa os fugazes idílios
do instante,
o sangue
corre nas veias do tempo.
#RIODEJANEIRO#,
11 DE MARÇO DE 2019#

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