#BREVE ME PERDEREI NO HORIZONTE# GRAÇA FONTIS: FOTO Manoel Ferreira Neto: POEMA



Dedicatória:


À minha amada esposa e companheira das artes, Graça Fontis, depois do cineminha de hoje, surgiu esta inspiração que lhe dedico com muito amor, carinho, ternura, afeição, compreensão, entendimento, entrega, humanidade do ser.


De por trás da imagem do silêncio
re-fletida no espelho do horizonte,
caracterizados mistérios sinistros,
embora a pose de aberto,
livre para existir duas vidas,
a perspectiva do além, trans-
elevado do espírito que ad-virá
da carne do verbo,
conjugado de metáforas da etern-idade,
sinestesias de outroras
gêneses do tempo...


Imagem, cujo brilho resplandecente incide na superfície das águas que perpassam os rios, a extensão do silvestre das florestas que embelezam as orlas existenciais da criação e do quotidiano das coisas a serem trilhados à busca da plen-itude dos sentimentos de amar, dos sonhos de compl-etude, do "ser" na melodia de ideais, desejos, do "não-ser" nas cordas do violão que entoa as notas do eterno e do efêmero, da alma na dança musicalizada de emoções, na história cinematográfica de seres que se amam, trans-cendidos no ritmo de longitudes, desde confins ao infinito de todos os uni-versos, cujos ventos suaves e serenos sussurram a gênese do perene no voo dos tempos, nas asas de idílios, quimeras, fantasias do absoluto da verdade, do divino do espírito da vida, verbalizados da travessia do amor ao eidos da essência, trans-elevado ao "vento, à serra, ao mar, subindo em crescendo a sol...", "... num lago sereno de azul e luar"...


Imagem de por trás do horizonte,
no silêncio do espelho
que projeta alhures
lembranças de sonhos
alimentados nas
nuanças do tempo...


Ando para a luz, levando o fardo de desejos,
esperanças de ver-me “ser”
nas linhas do espírito e eterno,
no inter-dito das finitudes do não-ser,
esforço-me para não ruir, seco e falido.
Fracas possibilidades de letras reais
nos sentimentos verdadeiros,
de vozes imaginárias nas emoções
re-criadas, in-ventadas,
esboçam-se e des-aparecem
– quase verto lágrimas pujantes!
quase as seco com o lenço
de seda das fantasias
preliminares do inaudito -,
roendo entranhas,
re-vezando mordaça,
e a escuridão em que tateio
o trajeto arrasta correntes,
mas sigo na busca des-esperada
de me ver sendo.
Cada dia debulho uma letra
de minha fala,
perco-a nos sonhos,
e dou um passo para a distância.


Breve me perderei no horizonte.


#RIODEJANEIRO#, 11 DE MARÇO DE 2019#


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