SONIA GONÇALVES ESCRITORA POETISA E CRÍTICA LITERÁRIA COMENTA O POEMA #ENTRE AS PALAVRAS... E AS VISÕES DAS COISAS...#
Boa tarde
meu querido Manoel Ferreira Neto duas horas para tecer um comentário meu
querido.Primeiro caiu a maior chuva tive que desligar tudo, depois cada hora
algo tirando minha concentração desse texto maravilindo. Texto lindo
fragmentado de nuances de sua alma poética, aqui e ali me vi, como me vejo
sempre nos fragmentos dos seus escritos mais bonitos e sinceros. Sua poética é
inconfundível! Sua poesia urgente é miríade estelar, sem tempo é vento imortal,
é talento real. Gosto muito de tudo que escreves, Manu. Parabéns por mais esse
maravilhoso texto.Que essa felicidade se expanda e se agigante perante seu
universo real e ficticioso, real na forma das escritas físicas que lemos e
leremos por muito tempo, e fictício à medida que não lhe falte inspiração para
criar essas obras jamais. Obrigada amigo querido. Bjos Linda tarde. Ah, beijo e
parabéns para a Graça pela linda obra.👏👏👏👏👏
Sonia
Gonçalves
**ENTRE AS
PALAVRAS... E AS VISÕES DAS COISAS...**
GRAÇA
FONTIS: PINTURA
Manoel
Ferreira Neto: POEMA METALINGUÍSTICO
Entre o ser
e o querer
uma luz.
Entre a
esperança
e as
estrelas volos de sentimentos utópicos.
Entre o
sonho
e o universo
"causos" de outrora
sobre o
crepúsculo
seduzindo o
abismo.
Entre o
eterno
e o sibilo
dos ventos
a música romântica
dos tempos
ritmando o
vir-a-ser,
melodiando o
orvalho
do alvorecer
com a garoa
do entardecer,
o poeta na
varanda
de sua
choupana
poetizando
missiva
para a amada
de sua
imaginação fértil.
Entre a
solidão
e o prazer
o olhar
con-templando
o domus da
igrejinha, ...a cruz no cimo da montanha,
a águia
voando,
as nuvens
escuras
ao longe.
Entre o
silêncio
e a seresta
executando
Desolation
Row
na praça
pública
o pastor
conduzia
as ovelhas
no serrado,
Rapunzel
na sacada de
seu quarto
penteava os
cabelos
olhando
o passarinho
sugando o
néctar das
flores
no canteiro
do jardim.
Entre a
inspiração
e a náusea
versos...
querendo poema
com
palavras
suaves, dóceis,
o sino de
igreja
badalando
a Hora do
Angelus,
vira-latas
desfazendo
os sacos de lixo,
velhinha
atravessando
a rua sob o
cuidado
de
transeunte anônimo,
ao estilo
Bete Davis
com a mão no
bolso da calça
de linho
larga
a jovem
moçoila conversa
com o
namorado na esquina da rua,
o professor
de filosofia,
desvairado,
corre e
grita
que
Gaston
Bachelard está na Cabana dos Insurrectos
tocando
harpa
com
charuto
no canto da
boca.
Entre o
alvorecer
e as utopias
no sertão mineiro,
a mulher de
camisola azul
prepara os
pãezinhos de queijo
no fogão de
lenha
para o
marido e as crianças,
o lenhador
põe o machado no ombro
...e vai
trabalhar,
a jovem
adolescente
abre a
janela do quarto,
espreguiça-se,
passa a mão
nos olhos,
debruça-se
no parapeito
e canta
"Tigreza",
olhando
ao longe
o nascer do
sol,
o escritor
dorme
as suas
horas de sono,
três por
noite,
desde as
quatro e meia às sete e meia,
sonhando
com um
churrasco
regado
a dança
portuguesa.
Entre a vida
e a morte as
fantasias
do amor
eterno
compõem
versos e estrofes
da
etern-idade
...plena de
carícias,
...toques e
climaces
na
intimidade...,
/...as
quimeras da glória.../
e do poder
inscrevem
com letras góticas
os
dogmas.... e preceitos da... mauvaise-foi,
sonhando
tornarem-se reais
e verdadeiras
com o toque
das mequetrefias do profeta,
as
esperanças e angústias da verdade
rolando
à mercê
e à luz
do tempo que
silencia o ritmo e melodia
da música do
ser in-fin-itivo
que debulha
o terço
da fé
revelam
aquela miriadizinha
da felicidade
e alegria
que compõem
o espaço poiético
e
con-ting-ente do uno-verso
do
"SEMPRE",
do silêncio
que
à luz
e à mercê do
tempo
manuscreve
as iríasis
/...e éresis
do ser.../
no
pergaminho
da entrega e
doação plenas
à melancolia
do que jamais
...{há-de
perecer}...,
do que já,
mais e mais,
/...são
semânticas e linguísticas.../
da busca
da pureza
dos sentimentos,
inocência
das emoções,
meiguice da
sabedoria,
simplicidade
da
...!GNOSE!...
#RIODEJANEIRO#,
09 DE MARÇO DE 2019#

Comentários
Postar um comentário