[*EMBORA AS DIALÉTICAS DA MORTE*] GRAÇA FONTIS: PINTURA Manoel Ferreira Neto: POEMA
Dia de alegrias
Luzes iluminam templos pretéritos olvidados,
Cavernas abandonadas ao léu dos séculos e milênios,
Grutas esquecidas às contra-mãos dos ideais e
projetos,
Re-nascem sonhos deixados nos cofres inconscientes,
Trancafiados a sete chaves,
a chave de outro lançada
Ao longínquo do matagal,
Ao sem-fim dos bosque
Ilha de Itaoca,
Re-velam-se outros ideais,
o ser do verbo con-templar
Conjugado de metáforas da metamorfose,
espirituais,
Alma do espírito.
A-nunciam-se esperanças inéditas
de perspectivas do amor
Do amor trans-sentido,
trans-vivenciado à luz da verdade,
Trans-ec-sistencializado aos vazios do absoluto,
De espiritualizar as con-tingências dialéticas
da entrega,
Entrega dialética das con-tingências,
Doação ec-sistencial da dialéctica dialéctica,
(nas bordas das miríades de desejos,
moderna moldura barroca da estética)
Espírito da alma a alçar as asas do eterno,
Voando pelo espaço sideral,
celestial do além,
Tecido de imanências nostálgicas,
saudosas, efêmeras.
O que era quimera,
embora in-estimável, olvidá-la
Deixar-me vagando por estradas inóspitas,
É a realidade,
conhecimento plástico do que é isto,
a entrega
Dia de glória
Saboreando o vinho em goles de memórias,
Saboreando o jiló cru com azeite e sal,
em rodelas,
Degustando torresmo fresquinho,
krokante,
De estradas trilhadas,
no íntimo desejos e vontades
Do encontro da vida,
embora as dialéticas da morte.
Quero ser poema,
quero ser palavra,
quero-me bailando
entre ritmos, melodias, notas musicais
Sentimentos outros não vivenciados,
Emoções dispersas inda não a-nunciadas
Mostram-se plenas, absolutas,
A alma regozija-se,
o coração pulsa.
#RIODEJANEIRO#, 11 DE MARÇO DE 2019#

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