#A INSPIRAÇÃO# GRAÇA FONTIS: PINTURA Manoel Ferreira Neto: FENOMENOLOGIA DA INSPIRAÇÃO
Cores
simbólicas de brilhos ad-jacentes
Esplendem
sentidos múltiplos
ao além de
in-finitas esperanças,
Na razão
in-versa da iluminada
iluminação
sensível,
trans-cendente,
No intelecto
re-verso da dialética
da
existência dialética,
Na fonte
originária de inspiração
que inspira
o espírito
A
trans-bordar-se nas glórias
do tempo
e do ser,
No verbo
amar dos sonhos,
a
perspectiva de travessias,
Na vertente
espiritual de ser
o sublime
re-vestido
De chamas
ad-vindas
da lareira
do eterno silêncio.
O que sou
perante a vida?
O que não
sou diante aos raios de sol
A iluminarem
pretéritos indicativos do vir-a-ser,
Presentes
subjetivos, subjuntivos do amor-verdade?
Diante de
minha imagem, re-fletida no espelho,
A morte, a
eternidade?
Versos
in-versos, razão ao revés do tempo:
Fica a
impossibilidade temporal de querer
Ser terra,
ser águas límpidas, ser trégua,
Ser espaço,
ser alegria,
ser o ser
finito nas sombras
Do homem
mortal, do indivíduo que busca
O ser da
liberdade que inspira etern-itudes.
Talvez não
ec-sista a metamorfose
Metapoema,
metaprosa
na
metalinguística do absoluto,
Nas imagens
de outros
outroras
mel-ancólicos e nostálgicos,
Re-lembradas
no vão de um dia solitário,
Na soleira -
ou seria "à soleira"?
- de um
instante-limite saudoso,
Re-memorizadas
nas frinchas
de outras
utopias.
Gravo a
sutileza do possível,
Enquanto
tenho tempo fértil,
A inspiração
viva e presente.
O vento de
entre-montanhas
Sibila o
carrossel de sentimentos e emoções
Re-flexo e
esperança,
Retalhos de
fantasias apenas!
Miríades de
quimeras!
Imagens de
sorrelfas!
No além as
perspectivas pers de eter-idades
Des-petalam
o in-consciente de verbos puros.
Canto de
forte sinfonia,
Blowin´ in
the Wind, Skyline Pigeon,
Cântico de
óperas do silêncio presente,
Graças a la
Vida, Forever Young,
Na alma,
espírito, corpo
Mel-odia de
vasta alegria,
amplo amor
A
res-plandecerem de desejos os idílios do Ser.
Sou amante
eterno do verbo,
Sou
verbo-amante da vida que sonha
O espírito
da verdade.
Não me
limito na liberdade
De escrever
com quatro letras o amor,
Per-corro o
não-dito, in-audito
De amar no
Ser o eidos do tempo,
De ser no
eidos do espírito a essência da Verdade
Efêmera que
alimenta os tícios-inters
Do pleno
amor-vida.
Meu passado
brinca nos campos silvestres
E Heidegger
inspira-me no Ser da jornada,
Verdes
ramos, vagalumes,
Quê
inocência! Quê saudade!
#RIODEJANEIRO#,
11 DE MARÇO DE 2019#

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