**SIN-FONIAS DE ETERN-IDADES AOS RITMOS E MELODIAS DO SER VERBAL** - Manoel Ferreira
Dedico, com muita amizade e apreço, às minhas inestimáveis e
queridíssimas amigas, Sonia Son Dos Poem Gonçalves, Rita Helena Neves, este
texto. Sempre o meu sensível agradecimento por tudo.
Circun-vagam, ads-vagam, inner-vagam, inter-vagam ventos de leste,
eivados de dimensões futurais do longínquo, por onde passarem, inda que
sibilando serenos, an-estesiados, o longínquo é a metalinguagem não do destino,
o distante é a linguística dialética da saga, a semântica diá-logica da sina,
desde a eternidade à eternidade pre-determinado, mas onde refestelar-se
sibilando-se de silêncios in-auditos no abismo mais abissal da vida, até o
instante de prosseguir, outras trevas até tornarem-se luzes, o longínquo é
apenas porto no In-finito, o uni-verso é o olimpo, encontro de todos os
sibilos, sin-fonia de etern-idades aos ritmos e melodias do ser verbal nas
regências da plen-itude, cujas seivas do espírito divino trans-elevam
esperanças e sonhos às égides do pétuo-per dos prazeres e desejos, perfeito-im
das glórias e júbilos.
Ventos de leste. Sibilos de norte. Horizontes. Uni-versos. Confins e
arribas.
Nos horizontes, começa o caos do in-fin-itivo verbo-de ser, termina o
cosmos das in-trans-itivas con-ting-ências, das trans-itivas ipseidades do
estar-no-mundo, do nada perfeitamente encalacrado nas travessias de nonadas, do
efêmero im-perfeitamente conubiado nos mata-burros para o pirandeiro, pontes
partidas para os "ent"-eritos do genesis, "ent"-esis do
anti-princípio da terra, e dizem que a des-esperança do ser-verbo da plen-idade
será vencida pelos terrenos baldios do mundo - simples e incólume sorrelfa do
in-audito sem a terra, [como podem as con-ting-ências do ab-surdo se elevarem e
buscarem a espiritualidade do ser na pedra de toque, angular das trans-itivas
diretas e indiretas?] Simplesmente um vazio obtuso, elevado ao "zero à
esquerda", circundando a eternidade, vazio de sibilos do vento, vazio das
raízes da castanheira. Vazio das náuseas do ab-soluto, vazio pleno do mundo.
Ventos de Leste. Sibilos de Sul. Por que seria pergunta mais que
percuciente no trans-curso, per-curso dos ventos, dos sibilos, a esperança é
sempre a música idílica da perfeição que ad-mira as imperfeições, por ser ela o
verbo-in, por ser ela o sorumbático das melancolias, nostalgias e saudades das
meiguices insolentes do inferno?
Manoel Ferreira Neto.
(06 de fevereiro de 2016



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