**FONTE LUMINOSA DO TEMPLO DE FESMIONE - PARTE II** - Manoel Ferreira


Sete sombras diáfanas - éritos subjuntivos pré-concebidos de nostalgias, melancolias, con-figurando, à soleira do In-finito as pectivas verbais, regenciadas de utopias do sublime e divino, solsticiadas de sorrelfas e idílios de ideais do solene, pureza de sentimentos e emoções, à espreita da re-velação do eterno diamante da luz que risca e corta o espelho de imagens efêmeras do afluir-a-ser, cujo espaço permite a visão cristalina do uni-verso longínquo onde faces da verdade são a-nunciadas ao compasso rítmico e melodioso das plen-itudes do Belo, Estesia do Uni-versal.
Sete vestígios de eríasis dos volos do genesis, promessas de cintilância dos verbos do espírito, que sarapalham de sensibilidade os recônditos da alma, inspirando-a aos versos e estrofes do porvir de alegrias, perdidas, enveladas, tornadas mistérios no de-curso e per-curso do tempo, mas que ora são sementes que, regadas com as águas da fonte das esperanças, re-colhe-se e a-colhe-se a singeleza do ser nos interstícios do além ser-de poiésis da espiritualidade, ser-de poiética das etern-itudes, ser-de poesia das magn-itudes das buscas e querências da vida "si-mesma".
Sete arco-íris de raios luminados de cores outras, plen-ificando o celeste espaço, por onde, perpassando os ventos, as uni-versalidades do tempo, pres-ent-ificam o verbo "Ser"do "thelos" e "nous" do divino, divino das con-ting-ências que trans-eleva as desejâncias do além-vida ao topo da colina das verdades, colina de neblinas, neves, garoas, orvalhos que libertam a alma de suas forclusions e manque-d´êtres.
Sete linguísticas e semânticas do verbo-palavra, que, no interdito da sensibilidade, percepção, intuição, inspiração, trans-sin-estesia significantes e significados, a poiésis do ser se re-vela plena do vir-a-ser horizonte da verdade sublime, sublimidade de interstícios in-fin-itivos ex-tases do in-audito. Oh, mística e mítica do templo recôndito da alma!... Oh, mistérios e enigmas, defecções do não-ser, das cavernas platônicas do Ser!...
Sete cabalas da inspiração, versejando e vers-ificando as iríasis do In-finito, compondo,de ritmos e melodias, nas cordas da cítara do eterno, a sinfonia sin-cronizada, sin-tonizada o in-fin-itivo-além da absoluta verdade, vida do Espírito da Alma, Vida da Alma do Espírito, Vida da Vida Vida.
Sete sonhos, sete esperanças, sete utopias litteris ipsis do Verbo de "Ser" o Amor eivado de entrega à plen-itude das buscas e querências, numinando de luzes e raios cintilantes o nada que é pedra de toque para o In-finito, paisagem neoclássica e parnasiana do sublime.
Sete ribaltas, sete luzes sete são as cabalísticas do Além que a-nunciam o campesino da ec-sistência sempre à espreita da lírica plena da Verdade-Amor.



Manoel Ferreira Neto.
(03 de fevereiro de 2016)


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