**SAMPA, ORQUÍDEA BRANCA DAS ARTES** - Manoel Ferreira
Sampa da Semana de Arte Moderna de 1922!
Sampa dos Poetas, Escritores, Artistas-Plásticos, Atores de Teatro!!!
Louvar Sampa, São Paulo. Semana da Arte Moderna foi re-nascimento,
re-fazenda, re-novação, in-ovação, concepção dos ideais e sonhos artísticos da
estesia e do belo, real-izados com os re-cônditos da alma, com os interstícios
da esperança e utopias da espiritualidade.
Sampa não cria para si, não concebe para o seu engrandecimento,
jubilando-se de vaidades e orgulhos, não compõe uni-versos para se con-templar,
ser a estrela maior, fá-lo para o mundo, fá-lo para a etern-idade,
cosmopolitiza sentimentos e emoções no evangelho das utopias, inscreve no
tabernáculo do vir-a-ser o verbo da verdade que se re-faz no inconsciente das
plen-itudes.
Sampa... O uni-verso da Arte de Sampa, São Paulo, ad-vém da alma, as
verdades de sua cultura, as verdades con-ting-entes de sua individualidade, de
sua id-ent-idade, seiva de suas querências e desejâncias da Poiésis da Arte
trans-literalizada Vida.
Reduto de Sampa onde se vislumbra, con-templa a alma cintilando de
versos e cenic-estesias do pleno... Oh, Bexiga das noites artísticas nas mesas
das calçadas de barzinhos, vozerio de idéias e ideais... A alma pulsa... Sampa
pulsa nas sendas e veredas da Arte.
O verdadeiro espírito da Arte de Sampa despertou-me para a busca,
desejo, esperança do Pleno, tornou-me sendeiro do verbo ser, é sempre
inspiração para outras luzes da ribalta.
Sampa é orquídea branca no regaço de meu Ser.
Vou voltar para São Paulo, versejar e versificar, nas noites de neblina,
no Bexiga, o Cosmos da Arte e da Vida.
Manoel Ferreira Neto
(03 de fevereiro de 2016)

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