POETISA ESCRITORA E CRÍTICA LITERÁRIA, Ana Júlia Machado, ENSAIA EM NÍVEL DA PSICANÁLISE EXISTENCIAL A PROSA #FRENIAS E ESQUIZO DE VOZES VELADAS#
(Data de
Publicação: 10 de novembro de 2019
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Muito
sinceramente, este texto do escritor Manoel Ferreira Neto, @FRENIAS E ESQUIZO
DE VOZES VELADAS@ é dos mais complexos que encontrei e com imensa dificuldade
em dizer algo…quando entra-se no campo mental é de extrema dificuldade
analisar. Há vários campos de visão e digo mesmo…quem é que sofrerá de
esquizofrenia? Não será quem tantas vezes um ser aparentar ser anormal, não
será esse mesmo o esquizofrénico ou doido mental como queiram apelidar…Só
porque muitos fogem à leis que lhes são impostas e colocam a sua liberdade em
questão…
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Quando
portanto refere-se a um novo escrúpulo está-se (arriscando) descrever uma
bruxulear que é amoldada não por aquilo que ele amarga ou desfruta, por mágoas
e deleites que sente ou estimula, mas sim pela contestação egoística e
afinidade que suas inerentes execuções originam como intelecção frágil e
interligada das sequelas dos seus feitos. Uma intelecção logo que não replica
semelhante, seus presságios foi é voltar a decifrar e seu porte voltar a
programatizar pela carência fisiológica de acomodação ambiental, aliciada
perturbada e artificialmente ou não. Mas uma psique competente de reprogramar
seus inerentes ímpetos volitivos e paradigmas de conduta e tirocínio
reprocessando constantemente os resultados desses feitos, como sensações e
aspirações e revoltas como os incentivos que a tornam a nutrir esse enredo
tanto como intelecto quanto processo de repercussão mental. Decoros que já não
são mais proveitos nem dos seus iniciais ímpetos, nem da integração delas às
faculdades meio ambientais, mas sim refutações retroalimentadas desse
processamento como novos ímpetos que revertem da deliberação; motivada pela
intenção ou parida por ela; em que existe intuito.
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A graúda
maneira é como se o espírito fosse reconfigurado para empregar como suas
contestações empáticas e comodistas como os incentivos à Auto produção dos seus
pundonores que resulta da vontade; determinado pela vontade ou causado por ela;
em que existe intenção. Um intelecto logo que não só realiza seus entendimento
tendendo originar execuções e procedimentos, mas igualmente as oportunas
energias como desejo que caminharão agitar esse processamento. A correnteza da
mente tem portanto duas rédeas e origina duas contestações sincrónicas a rédea
da refutação comportamental e a da retroalimentada da oportuna tenção por sua
própria objecção emotiva. Um regresso de comunicação a fonte do processamento
que busca não uma meditação à posteriori, mas a criação de um entendimento
meditativo em período verídico, inesperado e coexistente ao próprio sistema de
arremesso e desempenho das reflexões e execuções aliadas à rede que dispõe o
planeta enquanto ambiência tanto corpóreo quanto intelectual. Na realidade a
intelecção dos bichos prendados de uma Que resulta da vontade; determinado pela
vontade ou causado por ela; em que há intenção já faz isso, e o faz de forma
mais elaborada quanto mais intrincada é sua sensação e percepcção. E assim
podemos dizer que a consciência não é senão uma forma mais complexa de
sensibilidade, que passa pelo crescimento do intelecto. Um pensamento que deixa
de ser um simples processador e criador de decoros e réplicas
reflexo-condicionados para ser um processador mais de uma vez e gerador dos
próprios pundonores e contestações por repercussão e logicamente reelaboração
não somente das circunstâncias envolvidas, mas intelectuais e distúrbios
fisiológicos.
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O método
de progresso dessa noção competente de arcar a atribuição de entusiasmo de
desejo causador dos próprios incentivos volitivos como anseios como
próprio-concepções e não mais das teorias que se constroem nas ideias
premeditadas., é um resultado do descobrimento e erudição do próprio eu como
ele origina a sabedoria de si e do planeta, não como uma reflexão, mas como um
aparato de espirito, um paradigma neuro-psicológico de realização das
idealizações. Em términos mais básico, é a ampliação de uma rede neural que ao
invés de desprender os alancos espontâneos, especialmente os empáticos, se
adequa deles para edificar uma super- construção que passa como energia e
método a reformar as formas como eles se conectam e coerente se estabelecem
enquanto ímpetos elementares na rede neural e ambiental enquanto
intelectualidade partilhada. De tal modo que essa superestrutura sistémica
deixa de ser somente a razão, a causa que labuta com a existência que concebe
ou que lhe dízima alterando-se senão através dela, para ser a razão como origem
habilitada de ocasionar ideias onde a intelecção imperante em que residimos
afundados não é mais imprescindível da intenção, mas estabelecida pela
aglomeração das analogias e/ou das ações que se realizam entre os sujeitos de
um destinado grupo ou entre os grupos de uma mesma sociedade. delas. Há
portanto uma outra exigência entre a percepção e a intelecção das reflexões sobre
os factos, entre os incentivos sensitivos e ponto de vista do espírito
conhecedor, uma noção entre a compreensão e a erudição aliando empaticamente o
intelecto ao universo e o amoldando enquanto intelectualidade e veracidade
através dessas junções e afinidades partilhadas.
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A
afinidade carece do costume e hábito para se exteriorizar e alargar até o grau
da noção. Precisa de atos de cooperação, colaboração que possibilitam o auxílio
e a reelaboração dessa disposição até ele ausentar-se do plano dos alancos
fisiológico-ambientais e se converter a alento de desejo competente de
conservar a incorrupção da criatura humana para além dos séquitos e espécies
obrigadas ou propensas. Atos portanto volitivos, e não recenseados, onde até
mesmo dentro do alistamento e vassalagem o ser é capaz de contestar não ao que
lhe é forçado como reação mas ao que sua determinação justapõe e refaz como
ação de divertimento e novidade. Não basta tencionar, há que se praticar. E não
basta realizar é preciso fazê-lo com todo o sentido que faculta significação a
actuação evidentemente para o outro, mas antes de tudo para si mesmo. Facultar
a acção o expoente de toda diegese emotiva-cognitivo imprescindível não para
comprazer as buscas e esperanças indiferentes, mas efectivar seus sentimentos
empáticos e sentido responsáveis. Um desinteresse interesseiro, contudo real e
legítimo que não é consequência da invalidação, tirocínio e oblação do eu a
nenhuma forma de abstracção, e sim a exteriorização desse impulsionamento
volitivo que quanto mais forte e revigorado não por paradigmas e incentivos
extrínsecos, mas por seu próprio vínculo e designação mais contígua de ser uma
noção residirá.
Intelecto
factício? Não obrigado, ainda resido â busca de uma congénita, e aqui na Terra
e nesta actividade mesmo. Ou como diria Diógenes de Sinope não pretendo
ninharia, só meu sítio ao Resplendor… de regresso. Porque o excedente pode
licenciar que eu mesmo causo solitária, e preferível ainda anexo com quem quer
fruir força de intenção para compor. Um pretender que em si já é em si o
primeiro passo no progresso dessa força fundamental.
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E termino
bem ou mal…não faço a mais pálida ideia…com uma ideia do escritor Desfavoráveis
chamas de luminosidade em locais e extensões divergentes, observares diferentes,
cogitares, sentimentos, fantasiares deambulando anseio derramado de refulgir no
momento de viver as alternes defeituosas de modos prévios.
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E digo
mais…vivemos numa sociedade cada vez mais esquizofrénica - Denotação vulgar a
diversas psicopatias endogénicas determinadas por um fraccionamento entre a
execução e a inteligência, originando a privação da proximidade com o ser.
Ana Júlia
Machado
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@FRENIAS
E ESQUIZO DE VOZES VELADAS@
GRAÇA
FONTIS: PINTURA
Manoel
Ferreira Neto: PROSA
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Divina
Comédia
O que é
isto o trem das onze haver
Saído da
estação antes do horário,
Sem levar
único passageiro?
O que é
isto de a essência do perfume
Mais fino
conhecido universalmente haver
Escafedida
a troco de nada?
O que é
isto de o Juízo Final haver sido
Adiado
por tempo ilimitado devido a certas
Cláusulas,
emendas,
Sobre o
pecado da maledicência?
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Inda não
estou pronto e acabado para me ocupar destas perquirições tão profundas,
profusas, acrescentando sem mister, de cairem os dentes e o queixo, por não
fazer distinção entre o que é o humor e o riso no tema de cada uma.
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Frenias
Veludosas
esquecidas nas vozes veladas de tonalidades as mais roucas, enfatizando
desníveis entre a imanência das coisas do mundo e a alma dispersa, vagando à
solta por entre as trevas e luzes, cavernas e abismos, por entre jardins
edênicos e campos secos, árvores fenecidas, esturricadas.
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Frenias
Estrangeiras,
cujos absurdos das algazarras de pensamentos desvairados auspiciam delírios à
soleira do deserto onde o calor intensifica os temores do desconhecido, passam
nos espaços in-visíveis do porvir; cujos nonsenses entre a razão e o
despautério da lógica atingem o auge da alma no vazio, quando calafrios se
fazem ventos suaves a amenizarem as chamas ardentes do prazer além das
sensações de júbilo e glória.
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Frenias
Alussinadas
de vestígios do passado, cujos equívocos rejubilados a valores inestimáveis
preencheram o vácuo sem-vida, e as vertigens das psicodelias do ser e nada,
vistas às chamas de velas no candelabro, instigaram a branca luz dos céus, quem
sabe Leonardo da Vinci não haja pintado as nuvens acinzentadas, negras que
precedem as chuvas, temporais, dilúvios?
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Frenias
Escusas
de princípios libertários da mentira com as moléstias psíquicas no riste das
atitudes, servindo com primor ao desejo instintivo de tripudiar as estultices
do caráter e personalidade de preceitos libertinários da insensatez com as
condutas de má-fé, fecundando e febundando o transe da mente.
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Esquizo
Modo de
pés cá, pés lá, e vão assim por vezes claudicantes, por vezes frouxos,
trilhando as margens ambíguas do contínuo e descontínuo, do ser e não ser, e
deste modo desvirtuar quaisquer suspeitas de uma existência perdida, nem o
vazio do espelho revelando o retrato de distúrbios, nada é capaz de reverter a
origem, pode-se apenas artificiá-la, como o fizera Van Gogh na Pintura
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Esquizo
Recurso
de ziguezaguear as idéias de modo que apresente a subjetividade das coisas,
objetos, no percurso sinuoso das ausências de visão do que é libertinagem e do
que é liberdade, o embaralhar dos naipes do baralho do real e do puramente
fictício, a mente no contínuo exercício da estrutura da perspicácia, habilidade
para a vitória, inda que inconsciente de como se processara.
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Esquizo
Pulsar
frêmito de vicissitudes de estar ou ausentar-se do sonho-trans para o caos
esfumado de êxtases e obtusas angústias, agrilhoado às visões acéticas,
acéticas onde a estrada começa a luz do fogo convidando ao aconchego. A mão
pousa na terra...
arbítrios
do silêncio.
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Esquizos
Pensares
tormentosos retalham pelo intelecto a existência conformada, solícita, sem
ninguém para decifrá-la, torná-la compreensível aos desaires que instam
trucidar o sofrimento. Não anseio apreciar ninharia....
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Esquizo
Frenia...
Vozear não escapa sonidos!
Frenia
Esquizo...
Alma estilhaçada. Espírito mortificado.
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Frenias...
Esquizo
De nenhum
"enquanto durar" o tempo
Letre a
nascente do ambíguo sentir,
De
"seja eterno" algum os sentimentos,
Sensações
inscrevam no íntimo da liberdade posta em gesto, somente a visão, mas sobretudo
as suaves sensações do espírito con-templado às custas da sinuosa via das
contradições das coisas contingentes... Adversos focos de luz em sítios e
dimensões diferentes, olhares diversos, pensares, sentires, ideares vagueando
desejo difuso de resplender no instante de existir as revezes imperfeitas de
antemãos.
#RIO DE
JANEIRO(RJ), 03 DE JUNHO DE 2020,, 09;31 a.m.)

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