GRAÇA FONTIS PINTORA E POETISA ANALISA O TEXTO /**PERCUCIENTES SABEDORIAS DO IN-AUDITO**/ Data de Publicação: 13 de setembro de 2016 ***
Exatamente
o que concerne aqui...agora...o canto extraordinário, exorcizado...belo e
pleno. ..Porquanto...outros dormem...a mente vagueia nos interditos
inexplicáveis da alma ...Espírito!...Não pensem ser fácil ao
leitor!...Discernir num átimo o contexto verbalizado ...a carga estereotipada,
metamorfoseada...sentimentos, sensibilidades e emoções em cada verbo, palavras,
frases e pontuações. ..Ah, sim...ler e reler... viajar dentre linhas
assimilando os sentidos com alegria prazerosa por conhecer ou tentar ao máximo
uma aproximação do aparentemente indecifrável. ..Quiçá venhamos finalmente com
sucesso penetrar nessa viagem lúdica e contemporânea abrangendo uma linguagem
poética, limpa e terna...tornando luz o antes obscuro e inimaginável. ..após.
..adentrarmos neste percurso...o irreal torna-se real...o todo apresenta-se em
seu coração ou...É o escritor se apresentando a dizer..a que...por que
veio...mostrando através das palavras o tão sonhado mundo...sem limites. .. sem
fronteiras e sem razão...simples e categoricamente. ..viver/vivendo
filosoficamente a sua... toda existência intrínseca mergulhada numa
subjetividade que há muito ainda que se investigar!...Aplausos sempre...
Graça
Fontis
***
Epígrafe:
"Amor
é uma esperança traçada no peito de uma coruja e seu eterno canto na madrugada
à luz da eternidade projetada de imagens límpidas de perspectivas. E fazê-la
cantar é recriar silêncios e outros silêncios conceber, gerar, dar a luz a
inauditos." (Manoel Ferreira Neto)
***
Luz de
estrelas, marulhar doce das águas,
Melodia
constante do vento,
Onde os
paráclitos da felicidade
- na
lareira, as chamas ardentes -
Aquecem
os volos da alma,
Pensamentos
longínquos,
Nas asas
da águia a perspectivar o infinito,
O tempo
já não mais existe.
"O
sonho acabou!" - será mesmo?
***
Tudo na
vida são sentimentos, emoções, pers da sensibilidade, retros da subjetividade,
sentimento e pressentimento de eternidade no fogo da vela, da lenha.
Olhos de
águias, linces do porvir, límpida, cristalina visão do pleno, peren-itude do
ser que, na continuidade das buscas das éresis do amor, dimensão espiritual
única que trans-eleva a contingência aos auspícios da luz que ressurrecta o
espírito do absoluto, refaz-lhe, re-nova-lhe, re-cria-lhe, re-inventa-lhe, não
sendo apenas a senda de aproximação, mas veredas da vivência, no contínuo das
aspirações e ambições do verbo do espírito de amar que des-vela os volos da
alegria, do prazer, contentamento.
***
Sentidos
explícitos. Mensagens trans-parentes. Cócitos rios de águas cristalinas
perpassando sítios místicos e míticos, movendo-se no tempo de espaços
conquistados, há-de virem de memórias que se trans-literalizam,
instantes-limites, em princípios considerados e sentidos absolutos, no curso
das travessias, miríades de gnoses que re-velam recônditos inconscientes do
nada se amadurecendo para as percucientes sabedorias do inaudito.
***
Tudo
passa... Tudo passa... Tudo passa. (Encontrado escrito num livro, como
dedicatória. Repete sete vezes. Li-as a todas em momentos diferentes e
ad-versos).
***
Teremos
na alma aquele solstício da angústia enamorada da saudade, do apocalipse
profetizando o inaudito do caos, caos da proscrição, caos da heresia, mistério
do nada, enigma do vazio, evangelho do In-finito, enquanto o genesis semeava a
semente do cosmos. Teremos no peito aquele verbo do sonho de sentir o absoluto
configurado de nonadas, des-figurado de etern-idades, pre-figurado de
esperanças e utopias no .in-trans-itivo verbo "ser". Teremos no
íntimo aquela sin-estesia do desejo da beleza do belo habitada de intuições e
percepções do que trans-cende a realidade, as coisas serem como são. Acima de
tudo a liberdade, total, absoluta, trans-cendente, abstrata... liberdade de
ouvir os sons audíveis.
***
O tempo
que desejo é ramo verde, viçoso, sem distância, sem long-itude numa estrada
cristalina, numa trilha de solo íngreme, rachado pelos raios de sol, senão
quando é mister atravessar os campos. Amor é uma esperança traçada no peito de
uma coruja e seu eterno canto na madrugada à luz da eternidade projetada de
imagens límpidas de perspectivas. E fazê-la cantar é recriar silêncios e outros
silêncios conceber, gerar, dar a luz a inauditos.
***
Anúncio
da primavera
Tempo
nublado, maresia
Manhã
Vai-e-vem
da rede
Miquinhos
pulando nos fios de alta tensão
Ramos de
samambaia baloiçando lentamente,
No chão
do alpendre, folhas secas das árvores
***
A lua
continua sendo a lâmpada de muitos caminhos, habitada por donzelas e donzéis,
que habitam em castelos, nas margens de riachos de águas cristalinas, rios de
águas límpidas em extensos campos floridos.
***
Concílio
de deuses entupigaitados de dogmas e preceitos para o mergulho idiossincrático
nas prefundas da verdade que nada é à luz das imperfeições perfeitas do
sublime, nas trevas do Absoluto que vazio se projeta no espelho ainda não
consumado o croqui do póstumo, quiçá trabalhe com lápis de cor francesa, os
efeitos são esplendorosos, a imagem do perpétuo, das perfeições imperfeitas do
fim insofismável e incólume, e o inaudito baila saltitante de prazeres a marcha
fúnebre das angústias e náuseas do eu que nunca re-vela a poiética da alma,
querubins contracenam com vôos rasos a tragicomédia abissal das emoções
multifaceladas de pretéritos do não-ser, subjuntivos do apocalipse, particípios
do arco-íris das trevas, momento de puro êxtase, sublime gozo da inocência,
multifacetadas de declinações do há-de conjugar os genitivos do
instante-limite, do absurdo, do nonsense.
***
Sabedoria.
Agnosticismo do verbo que sonha a carne do espírito alimentada, a fome milenar,
secular do que auspicia idôneo e lídimo o verdor visceral do divino, nada além
do cosmos, nada além da eternidade, nada além do tempo e ventos que seduzem a
dinastia mística das plen-itudes reversas, in-versas dos inter-ditos mistérios
e enigmas míticos e folk-lóricos, vedas lendárias do estar-no-mundo jogado nos
absurdos da liberdade, quando no trapézio das situações e circunstâncias se
deve equilibrar no movimento da gangorra das decisões e consequências.
***
A alma
vagueia na lua cheia
O eterno
se compõe
Trans-cendentes
pre-figurando os lírios do campo
Lírios do
campo: cabeça no peito, carícias leves e ternas na face
Lírios do
campo: abraços, beijos, entrega
Lírios do
campo: êxtase, sono profundo, sereno
Além
re-vestido de sonhos, utopias.
Idílios
sorrelfam as magn-itudes do uni-verso
Gerundiando
os partícipios de trevas e cosmos
Metafísica
da des-plen-itude, poeira de ads-emeritudes.
***
Metamorfose.
Metalinguística. Metasemântica da "libertas" precedendo o "quae
sera", postergando o "tamen".
O que é
isto - a sensibilidade da cáritas? Não unicamente o esplendor do verbo que
esperancializa os sentimentos que no vir-a-ser trans-epigrafa o sonho
plen-ificado de verdade inscripta no inconsciente do "eu poético".
Cantos
idílicos ou nostálgicos, risos e flores brancas ou lilases, vermelhas ou rosas,
iluminem o mortal destino, a eterna sina, o desejado ser livre, para o ermo
envelar fundo, na essência e ser dele, noturno do pensamento, curvado já em
vida sob a idéia dos clímaces alucinados, cônscio da lívida esperança do caos
redivivo, eis o que me perpassa a vida em todas as suas dimensões sensíveis,
racionais e intelectuais, a carne e os ossos, até mesmo as entranhas das
vísceras. Eis o que explica a entrega plena ao verso-uno de amar, do amor.
***
Con-templo
a terra de céu sem nuvens,
De nuvens
sem céu.
Espero o
amanhã para outras idéias,
Pensamentos
que me in-diquem
As
poeiras da metafísica,
Efêmeras
e etéreas,
As
fumaças da antropofagia, da carne viva,
Da
antropologia da passagem,
Travessia
do ser ao conhecimento,
Da
cultura à consciência,
Do nada
de trevas à luz do nada..
Lendas.
Simplesmente
o eidos
Do verbo
solidariedade e compaixão.
****
Sentidos
implícitos, inter-ditos nas linhas de uni-versos salpicados de uno-verso da
espiritualidade, horizontes sarapalhados de margem e sem pressa, a vida sempre
vai, não volta. A vida vai, a morte vem, dialética do ente que nasce sem razão.
****
O vento
soprou forte, trouxe o tão almejado passaporte para novas folhas de outono,
chuvas de março fechando o verão, gritar bem alto o pensamento em plena
liberdade.
Frontispício
gótico do nada... Palavras ocas, vãs, re-colhidas do antro de venturas, cheio
de capricho de felino a saltar por toda janela, zás!, para todo acaso, para
todo crepúsculo do ocaso, correr em florestas virgens entre bestas de jubas
coloridas, subindo por mentirosas pontes de palavras, arco-íris de mentiras
entre falsos céus pervagando, vagueando, deslizando, flanando. Somente louco.
Somente poeta.
***
Miríades
de luzes
Perpassando
pers de pectivas de longínquos horizontes
Flores
silvestres, campesinos lilases
A águia
solitária flana as asas levemente, segue o seu itinerário
Sentimentos,
emoções, sensações do porvir de esperanças
***
Lívidas
a-nunciações do tempo do ser sussurrando verbos do amor
Inspirações,
percepções, intuições da verdade
Infinitas
in-fin-itudes pervagando de sonhos de ocasos
Con-tingentes
con-tingências circunvagando
De
sorrelfas de quiçás
***
Espírito
de nostalgias,
Alma de
melancolias,
Garoa de
orvalhos
Salpicando
as flores de efemer-itudes.
***
Alvorece
novo dia, clima de inverno, tempo agradável, pensamentos e idéias per-vagam
dispersos nas nuvens brancas celestiais, circun-vagando as constelações, a alma
re-colhe e a-colhe os versos do infinito com-pondo de esperanças o sonho dos
gerúndios do vir-a-ser, o amor plen-ificando o silvestre das sendas da entrega,
a verdade do verbo ser comungada ao do amor re-versejando no espírito o
cristalino da pureza. mergulhando no há-de ser da felicidade a con-templar as
belezas do inconcebível absoluto da verdade-casa-do-ser e eu, colocando o café
coado na térmica, olho através da janela aberta o longínquo, o distante, o que
só o espírito sabe nas suas dimensões sensíveis que o absoluto lhe a-nuncia
através das venezianas do eterno às genesis do início, divin-idade antes de
quaisquer divin-idades, rituais míticos antes de quaisquer lendas do pleno,
folk-lores místicos antes de quaisquer banquetes paradisíacos do pretérito
im-perene, solstícios do ocaso.
A esposa
abraça-me por trás, beija-me o rosto de lado. "O que está
pensando?..." "Fique ao meu lado... Fique comigo."
Manoel
Ferreira Neto.
(Rio de
Janeiro, 13 de setembro de 2016)
***
#RIO DE
JANEIRO(RJ), 04 DE JUNHO DE 2020, 10:02 a.m.#

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