COMENTÁRIO DA ESCRITORA POETISA E CRÍTICA LITERÁRIA Ana Júlia Machado ACERCA DO POEMA //*MADRUGADA DE OCASOS E SILÊNCIOS*// (Data de Publicação: 08 de novembro de 2014



Neste escrito quando o Manoel utiliza vocábulos franceses, essencialmente O manque d´être, associei algumas passagens à teoria de Jacques Lacan.
Em Jacques Lacan 's psicanalítica filosofia, a falta (francês: manque) é um juízo que está continuamente catalogado ao apetite, assevera que falta é o que incita o apetite de assomar.
Falta assinalado primeiro uma falta de ser, o que é cobiçado é o exclusivo ser. O apetite é uma ligação a ser a falta. A falta é a falta de ser rigorosamente pronunciando. Não é a falta de este ou aquele, mas a falta de permanecer em que há o ser. (Seminário: O eu na teoria de Freud) Em O rumo do terapêutico e os primórdios de seu poder (Escritos) Lacan alega que o apetite é a metonímia da falta de ser (manque à être), o sujeito falta de estar está no coração do ensaio psicanalítico e do inerente campo em que a nevrótica paixão é enraizada. Em Observações orientadoras para um pacto sobre a volúpia fêmea" Lacan contraria a falta de estar arrolado a apetecer com a falta de ter (manque à avoir), que se cataloga com a busca.Alvorecer de poentes e emudecimentos
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Vistas cristalinas, a alma caracteriza
As obscuridades do incrível refulgidas do transato
Aqui, ali, em todos os pontos
Vestígios de anamneses, reminiscências
Lucubrações, da lembrança precedem os lusco-fuscos do véspero
Poente de falta de seres de lascivas visões
No prazer do tempo inenarrável o auge do não-ser
Coberto de cintilações plenas
Poente de nulidades nos fórnices do além
Metamorfoseando as imagens do delubro desmemoriado de encómios
Soniais luminosidades de cerda amplificando as sendas
Para as cruzadas das figuras mitológicas do hinduísmo babugens,
Interdições das ficções da autonomia apostoladas de veneráveis
Erudições das ainda-que-sempre ignoradas
Ainda-que-sempre desencantos
Ainda-que-sempre desinfelicidades
Poente de cinzas alomorfias do breve oco
Extravasando de fantasmas escurecidos as contiguidades
Do sossego do isolamento no âmago do dom
Ávida de rios paradisíaco
Poente de má-fé dos deleites inesquecíveis
Proferindo de outrora do absoluto
Os idiomas faticanos, vocábulos sapienciais
Nos alvoreceres do gaulês o abantesma da alma vagante
Metrificando de vãs expectativas a ária do amanhecer
Poente de quimeras à luminosidade dos pontos solsticiais de pulcritudes sublime
Os dos lances do jogo do solo de metamorfoses das gerações inacreditáveis,
Dos exórdios impensáveis
Dos limiares inconcebíveis
Das predições desproporcionadas
Do inconsciente de mistérios da vida e morte...
Ana Júlia Machado.
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*MADRUGADA DE OCASOS E SILÊNCIOS*
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Olhos transparentes, a alma configura
As sombras do inaudito resplandecidas do pretérito
Aqui, ali, em todos os lugares
Trilhas de lembranças, recordações
Vigílias da memória antecedem os crepúsculos do ocaso
Ocaso de manque-d´êtres de eróticas alucinações
No gozo do tempo indizível o clímax do nada
Revestido de cintilâncias absolutas
Ocaso de forclusions nas abóbadas do além
Transfigurando as efígies do templo esquecido de louvores
Oníricas luzes de seda ampliando as veredas
Para as travessias das krishanas nonadas,
Vedas das utopias da liberdade evangelizadas de sacras
Sabedorias das ainda-que-sempre inglórias
Ainda-que-sempre desilusões
Ainda-que-sempre infelicidades
Ocaso de cinéreas metamorfoses do efêmero vazio
Transbordando de espectros ensombrecidos as ad-jacências
Do silêncio da solidão na alma do espírito
Sedenta de flúmens edênicos
Ocaso de mauvaise-foi dos prazeres inolvidáveis
Verbalizando de outroras do absoluto
As línguas proféticas, palavras sábias
Nas madrugadas do galo o espírito da alma vagabunda
Versejando de fúteis esperanças o cântico do alvorecer
Ocaso de sonhos à luz solsticiando de belezas etéreas
Os volos de transfigurações dos genesis inauditos,
Das origens inconcebíveis
Dos princípios inimagináveis
Das anunciações in-estéticas
Do inconsciente de mistérios da vida e morte...
Manoel Ferreira.
#RIO DE JANEIRO(RJ), 01 DE JUNHO DE 2020, 14:16 p.m.#

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