ANÁLISE CRÍTICA DA AMIGA, ESCRITORA E POETISA Ana Júlia Machado AO TEXTO /**ESPÍRITO DA VIDA**/ (Data de Publicação: 04 de junho de 2016) ***
ESPÍRITO
DA VIDA
Manoel
Ferreira Neto.
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Texto em
que o escritor Manoel demonstra a sua revolta para os escritores que apenas
pensam na fama e não sensibilizar as pessoas para a verdade e não para a
hipocrisia. Andar à procura do estrelato não é ser escritor, é somente
palavras, e palavras estúpidas por firmarem a casualidade, por concretizarem o
oco e o nentes,
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Bem
curiosos os escritores que carecem pompear o que compuseram em suas existências
para se sentirem autenticados pelos outros. Alvitra parecer que carecem andar
com suas insígnias no pescoço, suas taças nas mãos para evidenciar sua
utilidade.
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Questiono-me
um tanto quanto à união da conduta humana e de sua adjectivação como benéfico,
ruim, justo, bem-sucedido, ditoso, suspeitoso, instável. De facto, é pelo
procedimento de cada um que, pretendendo ou não, avaliamos: pelas nossas
consequências, entendemos nossas estirpes.
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Mas,
mesmo assim, a indiscrição que empurra essas pessoas chama-me atenção porque,
por trás da autenticação que adquiriram por meio de um comportamento formal (concurso
para os prêmios, entre outros), esse facto não é o procedimento humano em si: é
o efeito dele.
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A
consequência passa como o instante em que fora percebido; mas as conjunturas
que fomentaram o seu talento, depende da colocação do sujeito, da sua índole,
de sua notabilidade.
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Nesse
caso, para que dar tanta consideração ao que passou? Eu cogito ser bem mais
lucrativo e vantajoso em conhecer-se a pessoa em si. Mas não existe como
contestar a importância casual do efeito para acercar ao esboço do seu
temperamento-
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Para
algumas criaturas mais divinizadas estar vivo é a possibilidade de poder efluir
o tempo todo, encontrar-se sempre ateado e energizado, ser pró ativo, cogitar
afirmativo de que a existência é meramente linda e que benéficas coisas estão
sempre por vir. Mas é imprescindível sermos francos de que são posicionamentos
aparentemente ingénuos em alguns aspectos, pois não levam em conta alguns
agentes pensantes e inspiradores a respeito da nossa verdadeira espécie humana
em relação ao mundo. Não levam em conta o nosso sentimento de desamparo em um
mundo que, às vezes docemente, ou as vezes acre, nos silencia, parece não nos
escutar, se impingindo como algo amplo mas oco de sentido os nossos intelectos
de forma gelada.
***
Charles
Darwin nos dispõe no planeta com sua sabedoria em consideração do princípio
transformista e ascendência do ser humano como resultado das inerentes
incorrecções sistemáticas enxergáveis na natureza, que dispõe os seres vivos em
inalterável disputa do acontecimento não projectado examinado de maneira
isolada, mas de extrema importância, que não pode ser banido quando, sobretudo,
se referir às ocorrências que o originaram, pela continuidade. Isaac Newton nos
aclarou com sua sabedoria mecânica a respeito das leis de movimentos,
gravitações e corpos materiais, exibindo que nem tudo pode ser aplicado sob a
ótica fanática da realidade.
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E, isto
tudo e haveria muito mais, para explicar um pouco o que leva à conduta de
certos indivíduos, para a sobrevivência…e infelizmente, atualmente, é pela lei
da selva e não por sentimentos.
***
Os
escritores que pensam que vão ficar ricos à custa da escrita e da fama, estão
completamente cegos. Nunca vi nenhum escritor sobreviver da escrita. Não pode
ser levada como profissão e vaidade. Nem os grandes ficaram ricos e a fama,
geralmente, vem após a morte.
Como
sempre o grande escritor Manoel, irrepreensível no que escreve.
Ana Júlia
Machado
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**ESPÍRITO
DA VIDA**
Senhor
Escritor, o verbo in-finitivo das palavras habita nos sonhos dos desejos da
"humanidade do ser", nas esperanças das querências da verdade; a
sensibilidade que é a sua essência, a arte que nasce dela o espírito do seu ser
só se tornam fundamento da vida que advirá de suas vontades, desejâncias, se
você se mergulhar profundo, levando em mãos feitas concha as verdades todas da
condição humana, manque-d´etrês, mauvaises-foi, in-verdades, criando,
in-ventando, re-criando abertura para o outro que reside atrás de seu
"eu" se re-velar, ser luz e ser sombra, luz que iluminará os caminhos
do campo rumo ao uni-verso do absoluto, sombra que é objeto de questionamentos,
indagações, perguntas sobre o Ser. Se não se mergulhar profundo com a sua
verdade, o verbo in-finitivo das palavras jamais se pres-ent-ificará, e você
será apenas orgulho, vaidade de registrar palavras nas páginas brancas, isto
porque o "verbo in-fin-itivo" só se mostra pleno se for em prol da
Vida, em prol dos Homens, em prol da Humanidade, e não apenas para si próprio,
satisfazer o seu ego carente de aplausos, reconhecimentos, preencher suas
dúvidas da eternidade, livrar-lhe das náuseas, dos vazios, dos nadas.
***
Senhor
Escritor, as iríasis do infinito que residem no seio das letras não se re-velarão
apenas com os seus dons e talentos, com a sua habilidade de artificiar
línguísticas, semânticas, semióticas, objetos da beleza do belo, mas com o
cor-ação de sua sensiblidade, cor-ação onde pulsam a solidariedade, compaixão,
amor, com a alma de suas dores, sofrimentos, dúvidas, inseguranças, com o seu
espírito de sonhar o além das contingências, ter esperanças do in-audito, ter
fé nos mistérios e enigmas, libertar-se das algemas do pretérito, abrir as asas
para o há-de vir, voar liberto rumo aos confins do eterno. Sem o cor-ação de
sua sensibilidade, alma de suas dores, espírito de sonhar o além, as iríasis do
infinito não se verbalizarão, pois que seus dons e talentos são objetos
contingentes, não servem nem ao futuro nem ao eterno, apenas justificam a
morte; suas letras não esperarão sua morte para serem cinzas, tornar-se-ão
cinzas no exercício de sua vida no tempo.
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Senhor
Escritor, acaso você pensa e sente que apenas palavras registradas em páginas,
preenchendo livros e mais livros, garantem a sua eternidade, garantem o homem,
o indivíduo, o sujeito, será você lembrado por todo o sempre, será semente e
húmus de outros ideais, sonhos, esperanças, idéias no tempo do mundo? Se assim
o é, se pensa e sente assim, você não é escritor, é apenas palavras, e palavras
obtusas por solidificarem a contingência, por cristalizarem o vazio e o nada.
***
Senhor
Escritor, as palavras são o "Espírito da Vida" e a sua vida com as
letras deve ser sempre Esperanças e Sonhos do Ser, Desejos e Vontades da
Verdade para a Humanidade, Verdade que nasce e renasce no tempo.
Manoel
Ferreira Neto.
(04 de
junho de 2016)
***
#RIO DE
JANEIRO(RJ), O5 DE JUNHO DE 2020, 14:28 p.m.#

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