COMENTÁRIO DE GRAÇA FONTIS, POETISA E ARTISTA-PLÁSTICA(PINTORA) AO POEMA /**BLUES DO MANOLO - JAMS-BLUES IN A**/ (Data de Publicação: 27 de julho de 2016) ***
Nada
melhor a dar margens a criatividade e a inspiração que um belo Blues;
cadenciando a verbalização com avidez para que não perca a profundeza
introspectiva do olhar sensível deparando-se com a efemeridade do tempo...daí o
deslizar sorrateiro e sincronizado esplendem com rigor e perfeição descritiva.
..sonhos e fantasias ao contemplar horizontes irreais...nonadas a advirem e por
virem reais além. ..muito além da imaginação. ..onde há uma sintetização plena
sublimando a transição infinitiva eternidade. Prbns.sempre Poeta! ...
Graça
Fontis
***
Comentário
tão percuciente no que tange ao Blues só mesmo elaborado por uma sensibilidade
artística, que ouve o Blues nos recônditos do poema. Blues é o ritmo da
"alma", a re-presentação da "alma humana" - nenhum outro
ritmo mergulha na alma quanto o Blues, a sua profundeza introspectiva. E nenhum
outro ritmo inspira-me tanto quanto o Blues, ouvindo-o penetro de cabeça na
alma. E Graça Fontis mergulha profundo na alma Blues, desvelando este poema
/**BLUES DO MANOLO - JAMS-BLUES IN A".
Parabéns,
Graça Fontis, por seu comentário de excelência. Continue a sua trajetória de
comentarista e crítica, colherá muitos frutos.
Manoel
Ferreira Neto.
***
**BLUES
DO MANOLO** - JAMS-BLUES IN A
***
Vero de
simil-itudes verbalizando o céu que verte lágrimas,
Regando o
solo das estradas de metafísicas com o ad-vir
Das
melancolias, nostalgias que eivam os pretéritos futurais
Com o
"blues" das quimeras noctívagas, das sorrelfas lunares
Vero de
verbal-itudes musicalizando a chuva que cai na terra
Íngreme e
seca
De ritmos
e melodias
Molhando
a grama do vale, eivando-lhe de princípios outros
De
blu-éticos acordes do sublime introspectivado de éritos
Que
elevam o in-fin-ito aos auspícios das iríasis intrans-itivas
Abismos,
sibilos do vazio perpassando o espaço percuciente
Das
abissal-itudes, abissal-idades do eterno projetado na
Imagística
da paisagem que despetala solene as visões
Fosforescentes
do além re-fletido atrás das constelações
Vero de
blu-etudes, cujas líricas de saudades do porvir
Esplendem
os sonhos e fantasias do perpétuo
À soleira
da perfeição pretérita que ins-creve na cripta do tempo
Os
mandamentos seculares e milenares das alegrias tristes
Vero de
er-itudes de dialéticas e contradições de silêncios blues
Que
concebem, originam o instrumental do espírito solitário
Con-templando
as cintilâncias das estrelas, romantizando
Os
brilhos da lua velando os mistérios místicos do Ser
Vero de
in-fin-itudes que dedilham as notas "blues"
Na
guitarra solo das nonadas e nadas, sonorizando
Os guetos
das contingências com a pálida luz do entardecer
Que joga
os idílios às sorrelfas das arribas ornamentadas
De cores
do arco-íris que riscam a solidão dos "blues"
Sentados
à mesa dos bares auscultando dos horizontes
E
uni-versos a inspiração do nada e vazio
Que
ante-cedem e pre-cedem o instrumental da beleza do belo
De sentir
e con-templ-usicar Lucile se embelezando toda
Para a
Noite de Gala repleta de sons,
Espírito
do Tempo que é representado com a rouquidão das vozes
Desafinando
as erudições clássicas das trans-cendências
Lucile
das etern-itudes
Manolo
das plen-itudes
Lucile
das sublim-itudes
Manolo
das eter-itudes
Lucile
das son-etudes blues dos pretéritos
Manolo
Jams blues in A...
Manoel
Ferreira Neto
***
#RIO DE
JANEIRO(RJ), 01 DE JUNHO DE 2020, 22:14 a.m.#

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