PINTORA ESCRITORA POETISA E CRÍTICA LITERÁRIA Graça Fontis AZVIA ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO LITERÁRIA E FILOSÓFICA DO POEMA #ABECEDÁRIO METAFÍSICO DO VAZIO E DO NADA#, DE Manoel Ferreira Neto ***



#AZ-VIANDO" CAMINHOS - III PARTE#
GRAÇA FONTIS: POEMA CRÍTICO
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Requerendo em afãs,
Os portões abertos dessa inteligência
Indiferentes aos corais ardilosos
Pueris a lógica quanto variantes perspectivas
D'um horizonte luminoso
Recortado bizarramente de arvoredos
Estremecedores de góticos relevos
Com seus arrepios de doces aragens.
Defronte o requinte dessa veracidade...
Réquiem nostálgico ulterior em mim ressoa
Faceta profundas transformações
Sobejantes a pureza das inspirações
Capítulos vivenciados e preteriza-se
Revificantes deslizam em volteirantes
Os adensados símbolos inda indecifráveis
A espera de acesse as luzes pendentes
A se acenderem sobre esta vitalidade
Não calada no sopro ardente
Deste testemunho temporário
Que ama, desama, uiva, sofre e ri
Na fome e na procura desse imaginário
Excedente sob a cortina da madrugada e do mundo
Umedecido pelas absurdas gotas vernaculares
A pingarem sem reticências
Às dezenas de pernas do leito PENSANTE
De tudo sorve e propele
Suor, aromas, algo de cheiro novo no ar
E na cara o brilhantismo noctívago estampa
Espelhando-se nas águas límpidas
Interpostas entre um e outros
Para o emplaque de tudo refletido
Do abismo as alturas
Todo o ser... Apenas em "SER".
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Situando-me entre metas e o físico deambulante
Malsinto o emergido do coro ululante
De vozes ativas e passivas
Gestos comunicativos a desembocarem
Dentre os vivos, salvo os mortos que nada registram
Em cada orvalho matutino de composto marítimo
E das evocativas imagens
Chegadas a esse tipo liberto
Um seleto terrestre em seu cotidiano
Sob o sol a roer instantes no tudo mais de nada novo
Em unção ao princípio da própria linguagem
Versionada de simpleza modificadora
Das regências verbáticas
E substratos de felicidades, lutas, direitos
E flagelos "Apocalípticos" que rondam a humanidade.
Onde devo chegar?...
Como um repensante perpetuarei
A retenção do presente de unidade assegurada
Em longo meus primitivos instintos
Subjulgado as sensações variantes
De inexistência e horas de existência
Quiçá um Silfo de maluquice musical
Trespassado sequaz de aspirações
A compelirem doravante as horas de friúras circulantes
Regulamentadoras do silêncio
E desta memória amaneirada
Na renovação das línguas
Disso, elas vivem.
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Toadas melódicas amainam
Regimentam passagem a ponte de turva areia
Sobre águas rasas murmurantes
A frente, ramas e tramas entrelaçam-se
E o mar relevante as tintas contingenciais
Tonalizam e tematizam seu toar marulhante
Aquarela audível
A linguagem invernal nunca dita
Entre formas dicotômicas há malemolêcia
Entre marolas e cantos algo de melódico
Encanta, lembra e referência
Um agir normativo de remexer baú, relógio e letras
Forma engendrada de quem tem muito a dizer
Com mãos abancadas na parafita
Outras perspectivas ascendem
Dos trâmites éticos-lingüístico
Opondo-se aos dionisíacos,
Reverência criatividades e a vida plena
Logo que atraído pelo canto dos canários
Aleatórios a este expor pleno de alguns entendimento
E outros inexplicáveis.
Como entender a vida com seus amalgamos enigmas?
Pergunto a esse que corre horizontes
Atrás de outros horizontes: "Como"?
***
Universo plangenciam seus remotos sons
Mistérios cristalizam-se na placidez da lua
Aí o tangenciar pelos extremos deste imaginário
Porfiando vazios e esse mundo ansiolizado.
Assim, aleatoriamente e enleado
A corpos enrubescidos de breves sentires
Sem que a finitude preceda ou...
Seja pressentida!
Confluente a largueza do mar aberto
E aos simples invejantes pescadores
A sondarem distâncias em buscas do soldo de vários dias.
Tal-qual cinzelo com flexibilidade
Sem que minha visão alcance estranheza aos acasos
Premissas das palavras a ferro e fogo
"Consciente ", identifico-me na coragem impressa sem temor
Nestas... de vida própria
Ao banir o desespero
Acorde a humanidade e formate um coração pulsante
Quiçá a alguém!
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Vês e sentes?
A admissibilidade volve-me os sentidos
Libido de amplos significados
Hipostasia-se nas forças anímicas
Até o estalar os ossos ao revolver-me o prosaico
Das tragicidades aos de comedianidades
Neste meu jeitado molejar de careta facetada
Porquantos seja audível essa musicalidade poética
Itinerantes dentro dos mais medíocres reinos...
Então, só!... Instalarei meu castelo.
"Never",... um engessador da própria vida
Como apáticos à constância dos dias repetitivos
Mas... vislumbrarei o poema não desesperado
Que alcem-me às emoções
E me acorde da bocejante sobriedade
Sendo mais um excitante no dia-a-dia
No "Modo de Vida" deste eterno rebelde
Ao equilibrar-se no simples/natural às dificuldades
A impedirem traços da expressão
Horas de lágrimas seriam,
Tornam-se de risos
Sido instado pelos sonhos sofianos
De "Amor e Liberdade"
Graça Fontis
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#ABECEDÁRIO METAFÍSICO DO VAZIO E DO NADA#
GRAÇA FONTIS: PINTURA
Fesmone: POEMA
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Reter-me geográfica e animicamente
Numa paisagem vocabular,
Se o lugar realça o ser que nele se encontra,
Este por sua vez atribui ao lugar
Em que se encontra alguma coisa
De sua própria individualidade.
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Sonhos abraçam esperanças,
Esperanças acolhem no peito a liberdade em questão,
Os velhos mortos cedam lugar aos novos mortos,
Nihil sub sole novum,
Lácios de erudição latinizam os verbos do efêmero
Os adjetivos do compulsório.
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Turvas águas ziguezagueando os caminhos do bosque,
Recuso as ilhas imaginárias,
Deflagro sentimentos metafísicos no sujeito
Que me habita,
As metafísicas tem necessidade de uma cartografia,
Para serem compreendidas plenamente.
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Uni-versam intelecto e sensíveis perquirições
Mantras do sublime, aguçando inda mais
As sagácias contidas,
E no ranger de vozes reverbero todos os prazeres
As palavras concedem ao dedicar-lhes amizade,
O acaso imperativo tenta abater os sonhos.
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Verto lágrimas por con-templar a chuva que cai no mar
O vento agitando-lhes as águas,
Congruência de pensamentos e emoções
Serpenteia densas nuvens a placidez do olhar
Onde as palavras caem
E do balcão do quiosque a vontade do perpétuo impera.


#RIO DE JANEIRO(RJ), 01 DE JUNHO DE 2020, 15:55 a.m.#

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