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#INDA QUE...# GRAÇA FONTIS: PINTURA/Manoel Ferreira Neto: DESENHO Manoel Ferreira Neto/GRAÇA FONTIS: PROSA POÉTICA

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Inda que as palavras não alcancem as verdades Inda que as verdades são instantâneas, efêmeras, Servem por átimos de segundos, resta o vazio Inda que o vazio seja apenas dimensão da metafísica Onde ando no tempo que passa sem pressa Construo meu próprio cânone, autodefesa Às ameaças imaginárias a brotarem da paixão pelo Domínio do que foge às percepções, Assim alavanco garras de aves sedentas, famintas A deglutirem odores marítimos, cores da vida A saciarem no impacto de grandes investigações, Conceituando andanças, danças que a existência Propõe na visibilidade dos arranhões predecessores A fundamentarem sentidos vazios da completude da solidão, Mas a facultarem-me inventividade, criatividade E flexibilidade no mundo que gira como roda Na rota de colisão, Inda que as grandes verdades também giram Ricas e complexas, instaladas no complexo de meu tempo Mesmo assim desaguarei todos os orgasmos aquáticos, Percucionando as amplas vias deste dest...

EPIFANIA DA SOLIDÃO - MOMENTO DA VIRADA# GRAÇA FONTIS: PINTURA Manoel Ferreira Neto: FÁBULA DE ANO NOVO

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Perpétuos ideais de verbos que evangelizem a vida, sonhos que iluminem os caminhos, esperanças que in-fin-itivem desejos, vontades... Perpétuos. ***** Todavia, entretanto, são ideais, tão somente ideais, carregamos-lhos na mochila às costas con-ting-ências a fora; não sendo eles, o que seria da ec-sistência? **** Não sei o grau de sanidade de um homem quem, ombreando-se comigo, na calçada de uma rua, disse-me: "São muitos os mistérios entre o céu e a terra...". Talvez sério candidato à sandice, perdera nalguma alameda os sonhos e esperanças. Enveredou-se pelos mistérios entre os céus e a terra. Credito-lhe um méríto: procura e espera os sonhos nas pessoas, transeuntes, dizendo este lugar-comum, frase de efeito. Final de ano, os filósofos do nada saem à rua com as suas frasicas, frasetas, frasotas. Mais um crédito para o digníssimo homem; as frasetas fazem refletir. Quiçá nada há a re-fletir sobre a fala deste homem, re-flito-a eu para tripudiar com a solidão, des...

#PATHOS# GRAÇA FONTIS: PINTURA Manoel Ferreira Neto: POEMA

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Solidão, silêncio, Desérticos desejos da voz sem palavras Sendeiro da luz, a liberdade des-algemada Vivificando a dialética da esperança Amor livre, navego na sombra Solipsista, brumas do ego; Peregrino do pathos do ser e tempo, Solidão, Sonhava e no fundo pensava apenas Na universidade que pairava Diante de mim. Lateja em mim algo que inda não sei, Sensação atrás do pensamento? **** Atrás do pensamento, distância razoável, Tenho um fundo musical, Inda atrás há o coração pulsando. O mais profundo pensamento é O coração pulsando... **** As buscas do verbo são infinitas Horizontes sem fim... #riodejaneiro, 28 de dezembro de 2019#