Nos seios nus, o fogo concentra a essência, a chama queima o pavio da vela, derrete-lhe a cera, des-concentra o verbo do espírito, transformando a luz em cristal de águas – amor não são palavras, amor não são gestos ou atitudes, amor não são flores de ébano, amor não são orquídeas do paraíso, amor é melodia (não há música como dizer: (“Desejo a sua paz e alegria”), na voz clara, nas palavras ardentes e sublimes, extensa como o uni-verso de múltiplos infinitos, amor é ritmo (não há lírica como recitar: ("Sonho a sua felicidade e paz"), nas linhas cintilantes e divinas, nas entre-linhas fosforesc-{"entes"}, comungadas de esperanças, sonhos e fé. Em longo mergulhar, descem os tesouros do oceano, sobem os diamantes do rio de águas brancas, que às margens do Cocito suspende o sol nascente, descende as estrelas cadentes, Derramando a consciência, sente o verbo de toda a humanidade, a carne de todos os hom...