**EVENTO DO ETERNO - III PARTE** - Manoel Ferreira
O que de perto interessa nessas páginas, o que torna a sua leitura a um só tempo desnorteante e apaixonante, é que se vêem luzir, na proximidade, sim, dessa nova inspiração “judaica”, de um lado e de outro desse fio judaico esticado acima do abismo criado por seu próprio pensamento arruinado, outras teses, outros conceitos. Dentro de um quadro conceitual em que liberdade e escolha, projeto e meta, situação e ser são definidos da forma como vimos, os conceitos de “causalidade”, “movimento” e “tempo” devem ser igualmente definidos de tal modo que o discurso existencialista não seja desintegrado, mas, ao contrário, se intensifique. A linguagem do determinismo é enfaticamente rejeitada e temos uma definição de causalidade como: “a apreensão do “aparecido” antes que apareça, como ser já ali em sua própria nadidade, assim como preparar seu aparecimento”. A partir desse ponto, vai apenas um passo para dizer que o tempo universal como vacilação presente; já no passado ele nada...