POETISA E ARTISTA-PLÁSTICA GRAÇA FONTIS COMENTA O TEXTO /**CROQUI DE UMA AUTO-ANÁLISE - NINGUÉM ME DISSE**/
Daí eis a escolha certa...onde só o tempo testificará
ou não o tão complexo é o existir diante de tantos questionamentos quanto a
própria existência. .. a resposta talvez o tempo não dará porque está presente
no dia a dia... basta viver... viver... sem procurar ou indagar porquê, para
quê, a quê... simples... só viver o melhor que a vida possa nos presentear...
nos apresentar... viver e ser feliz... o por vir...
saberemos depois... ou não?... bjs, meu querido Escritor!
Graça Fontis.
**CROQUI DE UMA AUTO-ANÁLISE - NINGUÉM ME DISSE**
À luz platônica, consigo enxergar o sentido da própria
existência como única, singular, a imagem dos desejos percucienciais do Ser e
do Eterno, independente de correlações quaisquer com o universo.
Tudo é, definitivamente, efêmero, fugaz, passageiro. Nada é absoluto!
A verdade está nos olhos do conhecimento, do saber, da gnose, mas, até certo
ponto, coloco-me numa postura de “cansaço” pela busca da verdade; não há
verdades absolutas, concluo. Se verdades houvessem de contingenciar a vida de
perfeição, felicidade, compl-etude, o sentido da existência como singular não
ec-sistiria. No inter-dito do absoluto, alternativa não há senão a busca do
"Ser", e ele se faz continuamente no tempo, com a entrega ao sonho do
verbo.
Há, neste instante poético, um amainar dos ânimos aflitos, amenizar das
compulsividades, agonias, angústias, ao longo da vida, no decorrer das
situações e circunstâncias, à busca de alcançar a perfeição, a estética das
experiências e dos sonhos do verbo.
Entendo isto de alcançar a perfeição o realizar a estética das experiências e
dos sonhos do verbo no quotidiano das contingências e não apenas nas Letras, Poesia
e Literatura, nelas tudo se transforma em "elucubrações",
"fantasias"; a Existência sendo artífice da Arte é o projeto sine qua
non do artista.
Revelo minha dor no fazer dançar as palavras para me fazer compreendido.
Conforme a música, ritmo, melodia, acorde, não se é possível fazer dançar as
palavras, realiza-se apenas o ouvi-las, refletindo-as, meditando-as. O dançar
das palavras, o baile delas no dito, interdito, é possível, se se sintetizarem
as dimensões intelectuais e sensíveis, os interstícios da alma sedenta de
compl-etude. A dor é imensa: há-de se iniciar no in-verso para atingir o verso
verdadeiro das contingências.
Para atingir um estado mais calmo diante da complexidade da existência, antes,
revelo que passei pela ausência de sentido da vida, o que me fez suscitar o
como lidar com esses desdobramentos em experiências: falo da ânsia do existir:
o sentimento do vazio, do nada, da náusea...
Então, o homem cansa...
Por fim, após a dolorosa e infinita dor da existência, reajo:
“...hoje, fecharia os olhos e esvaziaria a mente de idéias...”
Numa entrega à leveza no existir, deixando o “Tudo” nas mãos do Tempo...
Manoel Ferreira Neto
(01 de outubro de 2016)

Boa noite meu amigo inesquecível Manoel Ferreira!Quanta emoção sentindo comigo a sua presença!Que a graça do nosso senhor esteja te iluminando todo os dias!...
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