ESCRITORA E POETISA Ana Júlia Machado COMENTA O POEMA /**DEUS E MEFISTÓFELES**/


Hoje comento da seguinte forma aos seres ignotos, que pensam que lideram tudo......e que acham que possuem o direito de atropelar tudo e todos....




Congratulações tardias...




Eu congratulo cada ser que arriscou arrasar-me e aniquilar,
Cada ser que achincalhou-me e invejou o que incumbe-me.
Congratulo a cada observar pérfido, a cada verbo mal-educado,
Congratulo a cada vexação, a cada embustice...
Eu congratulo todas as infâmias e a todos os maldizentes,
A todos os que pretendem e aprovam o amargar por qualquer razão.
Por todos que pensavam que derrotavam-me
É que permaneço cá, e foram essas pessoas que fizeram
Que eu ficasse mais forte e elas mais fracas….Não física mas mentalmente
Há sempre o reverso da medalha




Ana Júlia Machado




Você conhece o terceiro volume de OS CAMINHOS DA LIBERDADE, Jean-Paul Sartre, intitulado COM A MORTE NA ALMA, Aninha Júlia, Ana Júlia Machado? Então... Com a Amiga Ana Júlia Machado na alma. Por que digo isto? Digo porque o seu comentário ao meu poema traduz com excelência o que penso e sinto quando alguém quer denegrir-me a imagem, achincalhar-me. Só estando na minha alma para revelar-me tanto. Simplesmente revelo o Deus e Mefistófeles que em mim habitam. Vou memorizar seu poema para recitá-lo quando alguém ousar mangofar-me. Beijinhos, querida!!!








*DEUS E MEFISTÓFELES?*




Li com percuciência e contentamento na alma
Poema da amiga Maria Fernandes,
Dizendo que sabe soltar os cães
- não disse se com as correntes e tudo o mais -,
E afiar bem os dentes dos animaizinhos tão ternos.
Inspiro-me neste poema...
Por que é tão difícil às pessoas entenderem
Que somos todos solitários, vivemos a nossa solidão?
Ser homem é ser sozinho no mundo,
É andar solitário entre os homens,
No meio das coisas, dos objetos.
Nomeamos os amigos, os íntimos, os companheiros de estrada,
Mas por alguma identificação sensível com eles.
Quem não sabe na história
Todas as vezes que os intelectuais, artistas
Resolveram conviver com Deus e Mefistófeles,
Odiaram a humanidade, a raça humana?
Já dizia Nietzsche que os intelectuais
Não são ovelhas de rebanhos.
Os adeptos de Mefistófeles
Pensam que como eles somos quem não vive
Sozinhos,
Estão por sempre no rebanho, repetindo tudo que faz ele.
Não afio os meus dentes,
Afio o meu silêncio no meio dos adeptos de Mefistófeles
Isto deixa-os com nó górdio na garganta
À busca do que pensamos sobre eles
Por mim, não penso nada,
Não sinto que estão presentes onde estou.




Manoel Ferreira.


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