**NO IN-FIN-ITIVO HÁ TANTA ESPERANÇA** - Manoel Ferreira


Soninha Son, Sonia Son Dos Poem Gonçalves. eis a revelação de minha sincera amizade e carinho por você, um texto inspirado no seu poema SINFONIA D´MARÇO.



"No infinitivo há tanta esperança..." de verbo que lava as veredas, enleva tantos planos, incons-cedendo ao passo do tempo a poesia que trans-borda os instantes-limites onde o sol numina e esplende seus raios aos horizontes de março, aos uni-versos de marc-itudes de outros sonhos que no sono da vigília con-templam as águas que fecham o verão, a-nunciando as folhas de outono, em cujas superfícies respingará o orvalho, cobrindo-as de suavidade e singeleza, sin-fonia uni-versal valsada ao som do tempo que concebe leniências sin-crônicas, harmônicas, sin-tônicas da alma se trans-elevando além do in-finito ao compasso de essências poéticas que versam as itudes do divino espírito de marc-eidéticas do pleno, que vers-ificam de etern-idades de volos da felicidade dedilhada nas cordas da cítara do verbo que se sonha marc-elhesas de flores exalando o dócil perfume do marco zero das ilusões e idílios, marco zero que a-nuncia no infinitivo edênico dos futurais arco-íris de cores cintilantes a luz trans-parente que alumia os novos preâmbulos, preâmbulos do há-de ser do pleno ritmado na lenda da fantasia de outros infinitivos onde tantas esperanças nascem, re-nascem, refazem os caminhos silvestres de volos e desejos, ex-tases e querências do belo e da beleza, sonetos sin-fônicos de linguísticas e semânticas de estesias puras do sonho-ser do In-finito. "No infinitivo há tanta esperança..." de cânticos dobrados aos ecos do sibilo de vento que nas tardes chuviscadas de março in-auditam os ouvidos de melodias do tempo que vai perpassando de universo em universo, de horizonte em horizonte a poesia do espaço, o espaço da poética do ser nas ritmanálises da magnificência fina do castelo de idílios com coração de choupana, choupana solitária no alto da colina, colina neblinada de cintilâncias e brilhos do que trans-cende o silvestre do campo que a circunda, choupana que re-colhe e a-colhe a lua e as estrelas sob o seu telhado, quando as marc-elhesas de março que purificam de metáforas sarapalhadas de "sampas" sublim-itudes na grande simplicidade da memória são Katharsis da travessia de uma ária à cítara do fado dedilhado de maresias nas ondas que vão suprassumindo as docas segredando sonhos infinitos. "No infinito há tanta esperança...", poesia cósmica, poesia-cosmos de início de outro tempo, de outra verdi-estação de paisagens e travessias do ser que se sonha ser, dos desejos de outros duetos losangos do sol nascente, do preâmbulo que precede a alma aromatizada de sublimes leniências que diluviam novos encontros, novos sonhos do verbo amar, novos verbos do sonho-amar o vir-a-ser da Vida. .



Manoel Ferreira Neto (01 de março de 2016)



Sinfonia D’Março



O marco é zero dessa canção
Sopra o vento novo preâmbulo
Mostra o logo d’introdução
Faz do nosso dueto losango...



Sob todos os aspectos amanhece
Chegada a hora d’novo Março
O marco zero onde o sol nasce
Novo horizonte até onde alcanço...



No infinitivo há tanta esperança...
Um velho outono amiudado
Um passado frequente que dança
A felicidade dobrada ao quadrado



Uma valsa que o som esmiúça
Em nova sintonia abre precedência
Ao compasso do tempo que pulsa
Transborda o coração com leniência



Sinfonia de março que anuncia...
Grita a poesia em flor e essência
Aromatiza a alma diz dia a dia
Que o amor é d’alma consciência...



D’águas d’março que nos diluvia
Lava as veredas enleva tantos planos...
Enreda o luar na lenda d’fantasia
Um novo encontro d’nós marcianos...



Bem vindo Março! Sejamos felizes!




Son Dos Poemas

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