#RECÔNDITOS DE LINHAS E INTER-DITOS# GRAÇA FONTIS: PINTURA Manoel Ferreira Neto: POEMA




ERS do Ser:
Sabedoria de que sentir é saber
A perdida estrela que ficou além,
Que ficou no alto, brilhou novamente,
Cintilou outra vez,
Amar com intensidade o verbo da vida,
É saber pensar o amor da ec-sistência
Nos liames da morte e do esquecimento,
A vida da carne,
Com o conhecimento da efemeridade de todas as coisas,
Fin-itude da vida,
“Até a tristeza pula
De alegria,
Até a alegria
Esgarça-se de tristeza”,
Haverem sempre duas faces da moeda,
De um lado a contingência
E todas as situações e circunstâncias
A purificarem os itinerários e trajetos
Rumo às utopias do Eldorado,
Da Terra Prometida,
Do Condor,
De outro o recurso ou possibilidade de transcender
A musicalidade da canção da RES,
Do Ser.


RES da contingência:
Fala de amores por virem,
Fala das poiésis dos sentimentos e emoções
Por conceberem as luzes
Das esperanças e fé
Na travessia das verdades
Aos arco-íris das esperanças
Dos verbos e versos
Que traçam a estética
Da Verdade,
Da Busca
De encontro com
O verso do tempo,
A estrofe dos sentimentos,
A musicalidade dos desejos,
A lírica do conhecimento,
Sabedoria,
Por conceberem as luzes
Que iluminarão os recônditos da consciência,
Onde nascem as linhas e inter-ditos,
As palavras, além-ditos,
Os sentidos, aquém-ditos
De que sentir é saber amar com intensidade
A musicalidade da canção,
O ritmo da lírica,
O sorriso cada vez mais frio
Atravessa as massas líquidas,
Choca-se com as formações salinas
Divinidade da luz espiritual,
Que traçam o ritmo dos verbos e versos
A perenizarem o eterno,
Eternidade.


SRE DA VIDA:
Luzes que incidem no coração,
Daqui a um instante será noite,
As águas e eu estaremos irremediavelmente separados
Pelas circunstâncias atmosféricas,
Eu, em terra firme,
Elas, no mar,
Divindade da luz espiritual,
Ética da verdade e compaixão,
Águas a purificarem o verbo
Do ser Morte,
Do ser Vida,
Do ser Nada,
Do ser Caos,
Do ser Cosmos.


#RIODEJANEIRO#, 05 DE ABRIL DE 2019#

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