#EFÊMERAS VIVÊNCIAS# GRAÇA FONTIS: PINTURA Manoel Ferreira Neto/Graça Fontis: POIÉTICA PROSAICA
Epígrafe:
"...
oceano afrodisíaco no transcurso de tantas quantas pretensões alinhavadas nos
efêmeros movimentos feitos gotas a saciarem sedes"(Graça Fontis)
Praia,
Metafísica
de verbo líquido a oxigenar
Regências
infinitivas do Ser,
Metáfora de
silêncios ondulantes a hidrogenarem
A linguagem
do espírito,
Moléculas a
originarem orvalho que flana sobre as águas,
Poesia de
visões além dos espaços inteligíveis,
Olhares
brancos ao longínquo dos horizontes.
Na praia,
Consinto os
riscos,
Cônscio sou
do aspecto contingente das vivências,
Milagre das
águas,
Dádiva da
maresia,
Enigmas
sarapalhados no ensimesmado a cobrir
Montanhas ao
longe,
Con-sinto
devaneios do perpétuo,
Desvarios do
aqui-e-agora,
Esvoaço nas
ansas do in-audito, in-visível,
Ouvindo os
sons suaves e serenos a natureza emite,
Ritmo das
ondas marítimas,
Pensamentos,
idéias perscrutam os interstícios da memória,
- Por que
nascer no chapadão, sertão,
Se a alma
são mar e bosques, marés e marolas? -
O mundo
distrai-se com os idílios pretéritos,
Esquece-me
que vivo,
Lembra-me
que existo,
Espaireço as
inquietudes, perquirições...
Praia
Onde
constato com alegria, satisfação
O que hei
perdido no de-correr e per-curso
Dos tempos,
instantes-limites,
Mas,
Onde,
também, procuro consolo, entendimento,
Compreensão
da efemeridade das coisas, existência
O que falta
no meu querer,
O que é
ausente na alma que rumina carências...
É quando a
submissividade comporta no antevir das certezas perenes, ao permearem
sofrências, aos paradoxos das autocríticas a embriagarem o espírito conturbado
de um erudito em fuga no espaço de anti-cânticos sóbrios distantes da bebida
aguada que os ébrios não degustam na lucidez terrena cujos frutos
experienciados nada tem a dizer senão as súplicas das lágrimas arrancadas e
extraídas das errâncias resvaladoras sobrepostas à frente num caminhar em
trevas fora de si, à mercê dos riscos marinheirísticos como navegador
inexperiente e seus abissais pensares e pesares, contudo num salto de alegria,
no canto de um pássaro no píncaro noturno causal do imoderado júbilo, num
apressado auxílio à iluminação de fonte interna das dúvidas flutuantes na
susceptibilidade do coração estremecido, nas rotas alternadas nas rotinas das
manhãs com cheiros hereditários, odores hodiernos de uma anti-geração com
coloridos estratégicos inexoráveis aos afluxos intelectivos de um coração que
não cede a rogos nem a estorvos ao alvitarem seus peculiares sentidos de ser,
estar e viver sem escamotearem complexas situações e arraigando-se de inéditas
reflexões e outras invenções num oceano afrodisíaco no transcurso de tantas
quantas pretensões alinhavadas nos efêmeros movimentos feitos gotas a saciarem
as sedes contingenciais do existir audaz no mundo material, num rogo que lhe
ouça a voz.
#RIODEJANEIRO#,
05 DE ABRIL DE 2019#

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